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Sobrevivente no incêndio do Ninho, Jhonata Ventura detalha tragédia no CT do Flamengo: “Foi desesperador”

Sobrevivente que ficou em estado mais grave no trágico incêndio do CT Ninho do Urubu, o jovem Jhonata Ventura detalhou em entrevista exclusiva ao Esporte Espetacular neste domingo (5), os momentos de tensão e tristeza vividos no incidente que acabou vitimando dez companheiros de Flamengo.

Cido Vieira
Jornalista formado e apaixonado por futebol desde criança. No Torcedores.com desde o ano de 2017, já acumulei diversas funções no site e atualmente me dedico a cobertura do futebol nordestino. No Twitter, @cidovieira90.

Crédito: Reprodução - TV Globo

O jovem de 15 anos teve 30% do seu corpo queimado, e deu entrada no hospital em estado grave no inesquecível dia 8 de fevereiro. Com uma recuperação gradativa significativa, passando por algumas cirurgias, o atleta recebeu alta no dia 13 de abril. Na entrevista emocionante, Jhonata relembrou o ocorrido, e revelou que Cauan Emanuel, – um dos dos sobreviventes – havia trocado de quarto naquela noite.

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“Eu fui dormir umas 2h/1h30, por aí. Eu lembro que estava deitado e ouvi gritos do outro quarto. Pensei que fosse brincadeira ou briga. Tinha muito disso, um ficava trolando o outro”, contou. “Cauan trocou e veio para o nosso, porque ele era mais da nossa resenha”. Além dos dois, Francisco Dyogo foi o terceiro sobrevivente.

Os instantes de desespero e correria vivenciados naquela fatídica noite foram detalhados pelo jovem. “Depois de uns 5 minutos, não sei. O Dyogo pulou da cama dele falando que estava pegando fogo e todo mundo ia morrer. A gente abriu a porta principal do quarto, aquela fumaça, vapor forte. Tinha um sofá na nossa frente, começou a pegar fogo ali”.

“A gente começou a colocar o rosto para fora da janela, foi desesperador, gritamos para o monitor. Fomos pulando a janela de um em um”. Jhonata sentiu o fogo em sua camisa ao tentar fugir do quarto. “Do nada começou ardência na camisa, eu comecei a me debater desesperado, gritando, estava tudo escuro, eu lembro de ter gritado Athila, mas sem ver nada. Eu fui batendo a mão na parede, na beliche e do nada ficou escuro e alguém me puxou. Eu caí no chão, respirei, olhei para trás e vi aquele estado que estava. São coisas que não dá pra esquecer”, lamentou.

Athila Paixão foi uma das vítimas fatais do incêndio, e Jhonata só teve conhecimento disso, dias depois, quando já se encontrava um pouco melhor no hospital. “Foram falando os nomes e foi como um soco na cara”.

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