Incêndio no Ninho: Flamengo tem negociações emperradas com sete famílias

O Flamengo segue negociando as devidas indenizações com as famílias das vítimas do incêndio no Ninho do Urubu, que completa três meses em maio. A tragédia matou dez atletas das categorias de base do Rubro-Negro e deixou três feridos.

Daniel Gois
Estudante de jornalismo da Universidade Católica de Santos. No Torcedores desde janeiro de 2017, escreve sobre futebol, basquete, formula 1 e eventualmente games.

Crédito: Alexandre Vidal/CR Flamengo

Segundo apuração do GloboEsporte.com, as negociações com sete familiares de vítimas fatais estão emperradas. Os advogados das famílias de Arthur Vinicius, Jorge Eduardo, Pablo Henrique e Christian, além da representante da mãe de Rykelmo, não chegaram a um acordo com o Flamengo e entrarão com ação na justiça.

O advogado Thiago d’Ivanenko, que representa as famílias de Vitor Isaías e Bernardo Pisetta, segue negociando com o Rubro-Negro, mas longe de um acordo. Já a família de Samuel Thomas, representada pela Defensoria Pública, está com uma proposta do Flamengo em mãos.

Os representantes do pai de Rykelmo, de Athila e Gedinho já chegaram a um acordo com a equipe carioca, que tenta repetir os moldes com as demais famílias.

Os valores não foram divulgados, mas o Ministério Público do Trabalho revelou no começo de março que o Flamengo fez uma proposta de R$ 300 a 400 mil, seguida do pagamento de um salário mínimo mensal para cada família por 10 anos. A contraproposta do órgão foi de R$ 2 milhões e o pagamento de R$ 10 mil mensais às famílias até a data em que as vítimas fatais completariam 45 anos.

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