Em Manaus, maratonista é atropelado, abre um BO na polícia e completa prova: “Quando me dei conta, estava caído no chão”

Uma história curiosa aconteceu no último domingo (19) em Manaus. Durante uma corrida de rua, dois atletas foram atropelados. Ele, porém, não desistiu da prova. Tanto que se reergueu, foi ate a delegacia e fez um boletim de ocorrência para registrar o caso. O corredor ainda teve tempo para completar a prova. O flagrante foi do repórter Marcos Dantas, da Rede Amazônica.Ele também realizou uma entrevista com um deles. O maratonista atropelado falou a respeito da situação.

Willian Ferreira
Colaborador do Torcedores.com e contador de histórias do esporte.

Crédito: Rede Amazônica/Reprodução

“Eu estava muito concentrado na corrida. Quando me dei conta, afinal, do carro atrás de mim, levei uma pancada e já estava estirado no chão. Só fui entender o que aconteceu naquele momento quando vi o carro saindo de perto. Só nessa hora em vi que tinha me tornado um maratonista atropelado”, recorda Luiz Henrique Delattre, uma das vítimas. Outro atleta, aliás, também foi atropelado. O segundo, porém, não quis comentar o caso e sequer foi identificado pelo repórter no material da imprensa. Ambos receberam primeiros-socorros por parte do Exército e não deram entrada em hospital algum.

Luiz Henrique ainda se recorda do que o motivou a completar a corrida, apesar do insano episódio. “Quando terminei de fazer tudo, resolvi completar a prova. Treinei por 12 semanas para ela, estava preparado para chegar no pelotão da frente, apesar de ser amador. Para mim, seria ainda mais frustrante não conseguir terminar”, concluiu.

Investigação:

Atletas que estavam próximos ao atropelamento afirmaram que o motorista tinha sinais de embriaguez. Ele, por sinal, ainda não foi localizado pela polícia.

A mensagem final fala sobre respeito ao esporte e, também, sobre a situação curiosa. “Não dá pra dimensionar o susto. Quando vi o vídeo foi que me dei conta do perigo que eu corri, de que poderia ter acontecido algo muito pior. Eu quero que o responsável sinta a besteira que ele fez e sirva de exemplo para outras pessoas. Quando virem desportistas correndo, não atinjam o atleta. Aquilo não é besteira. É preciso respeitar o esportista, seja o corredor, o ciclista ou qualquer outro”, concluiu.

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