Médico da Seleção Brasileira Feminina detalha preparação para a Copa do Mundo

A pouco mais de um mês da estreia na Copa do mundo de Futebol Feminino, a Seleção Brasileira já trabalha a todo vapor com a preparação para a competição. Parte do grupo já está à disposição da Comissão Técnica e no dia 22 de maio o elenco completo embarca para Portugal, onde as meninas brasileiras realizarão a adaptação ao clima e fuso-horário.

Vítor Machado
Colaborador do Torcedores

Crédito: Divulgação

Médico da Seleção Brasileira Feminina desde 2016, Dr. João Buarque de Hollanda tem a experiência em edições do Pan, em 2007, e Olimpíadas, em 2016, e comentou com exclusividade para o Torcedores.com sobre a preparação para a Copa do Mundo.

– Ao contrário do passado, quando a maioria das atletas a nível de seleção brasileira atuavam dentro do país, atualmente a seleção conta com jogadoras espalhadas pelo mundo inteiro. Cada região tem um calendário e fuso horário diferente, isso traz uma certa dificuldade extra em termos de avaliação e condicionamento físico, em como intervir na preparação dessas atletas tanto no sentido terapêutico como no sentido físico.

Na primeira fase do Mundial o Brasil entra em campo nos dias 9, 13 e 18 de junho, diante de Jamaica, Austrália e Itália, respectivamente. Se chegar à final, marcada para o dia 7 de julho, a Seleção somará sete jogos em 28 dias, média de uma partida a cada quatro dias. Com pouco tempo para uma possível recuperação, a prevenção de lesões se torna um foco da parte médica na preparação prévia.

– Temos um foco cada vez maior na prevenção de lesões. Fazemos avaliações individuais, buscamos identificar eventuais desequilíbrios, desbalanços musculares, condicionamento cardiovascular e preparamento aeróbico. Com base nisso é feito um programa de recuperação, um treinamento individualizado para cada uma delas. Uma jogadora em nível profissional, de alto rendimento, dificilmente vai estar atuando sem nenhum grau de dor, sempre tem alguma queixa no ponto de vista físico que deve ser monitorado. É importante conhecer cada atleta para saber até onde pode ir com cada uma delas e tomar decisões rápidas – analisou Dr. João.

Com crescimento exponencial nos últimos anos, o Futebol Feminino ganhou espaço no Brasil e terá pela primeira vez a transmissão da Copa do Mundo na TV Globo, maior emissora do país, além do aumento da Série A2 do Brasileiro, que em 2019 conta com 36 participantes.

– A CBF tem dado muito valor ao Futebol Feminino, a nossa liga nacional tem crescido bastante. A obrigatoriedade de investimentos dos clubes na modalidade tem trazido a presença de clubes tradicionais no masculino e temos visto um caminho positivo com atletas que estiveram fora do país nos últimos anos vindo atuar no Brasil – finalizou o médico.

Dr. João Hollanda é médico ortopedista especialista em cirurgia do joelho e traumatologia esportiva. Trabalha atualmente como médico da seleção Brasileira de Futebol Feminino. Maiores informações em www.ortopedistadojoelho.com.br.

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