Árbitros do VAR usam headset gamer durante partidas de futebol

De forma a tentar acabar com um pouco da ‘injustiça do futebol’, o VAR (árbitro assistente de vídeo) fez a sua estreia no Campeonato Brasileiro deste ano.

Marcelo Faviere
Marcelo Faviere é formado em Comunicação Social: Jornalismo pela UAM. Fundador dos portais Insônia Pop (2012 a 2015) e Excêntrico Psicopata (2015 a 2016). Analista tático do Futebol na Veia (2016) e SCCP Scouts (2018). Entrou para a equipe de colaboradores do Torcedores em fevereiro de 2018, onde escrevia artigos, notícias e produzia entrevistas com personagens do cenário gamer e de e-Sports (esportes eletrônicos) no Brasil e no mundo. Saiu em dezembro do mesmo ano para adentrar o mundo corporativo. Neste meio tempo participou da equipe de colunistas do site de automobilismo Boletim do Paddock (2018). Atualmente está de volta ao Torcedores.com, onde começou a sua carreira de jornalista de games.

Crédito: Reprodução: FIFA.com

Anteriormente a equipe que compõe a sala do VAR: árbitro de vídeo, dois assistentes e o observador de VAR, sofria com a má qualidade da transmissão durante as partida. Sendo assim a CBF resolveu investir em headset gamers de alta qualidade para sanar o problema.

Desde sua implementação, era necessário bons componentes para a comunicação entre a cabine e os árbitros de campo.

sala do var árbitro de vídeo assistente

A sala do VAR no Campeonato Paulista. (Foto: Rafael Alaby/Torcedores.com)

Durante os campeonatos estaduais eram utilizados acessórios comuns, sem nenhuma refinação no produto utilizado para a comunicação. A exceção foi o Campeonato Paulista, que passou a utilizar fones para gamers para o contato com os árbitros de campo.

Em virtude de seu sucesso, a ferramenta foi levada para o Brasileirão e, em todas as partidas, é possível verificar na sala do VAR que os profissionais atuantes também utilizam fones destinados aos cyberatletas de alto rendimento. Veja mais sobre o produto:

O headset utilizado pelos árbitro assistente de vídeo (VAR)

De acordo com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a escolha do headset foi ‘estritamente’ técnica, devido à qualidade e praticidade que o produto oferece; sendo assim, ela optou pelo HyperX Cloud 2, da Kingston. A princípio, foi citado que o preço dos fones não foi considerado — R$ 659,90.

Opinião do redator:

Utilizo do headset da Kingston há cerca de um ano. Com design discreto e conforto acima da média, o Cloud II é daqueles fones que dá para usar por várias horas seguidas sem sentir desconforto. Do mesmo modo sua placa de som USB com suporte a Virtual Surround 7.1 é especialmente útil para quem tem PCs/notes razoáveis. De qualquer forma, o som do fone possui boa definição, com graves decentes que não abafam os sons mais agudos e intermediários o que ajuda bastante no caso de games.

Caso tenha a disponibilidade financeira para comprar o headset, vá em frente. Trata-se de um dos melhores disponíveis no mercado. Confira os aspectos técnicos do produto:

HyperX Cloud 2 headset VAR campeonato brasileiro

O ajuste de volume na parte inferior direita do headset. (Video: Kyle Fitzgerald)

Aspectos técnicos:

  • Tipo de transdutor (fones de ouvido): dinâmico Ø 53 mm com ímãs de neodímio
  • Resposta de frequência (fones de ouvido): 15 Hz – 25.000 Hz
  • Impedância nominal (fones de ouvido): 60 Ω por equipamento
  • Peso: 320 gramas
  • Comprimento do cabo: 1 metro + 2 metros de extensão
  • Tipo de transdutor (microfone): condensador back electret
  • Resposta de frequência (microfone): 50 – 18.000 Hz
  • Impedância nominal (microfone): ≤ 2,2 kΩ
hyperx-cloud-ii-premium-etail-html-contentfeature8-1000x1000

Reprodução: HyperX

 

Por outro lado, o UOL Esporte entrou em contato com os desenvolvedores dos fones utilizados na sala do VAR, a HyperX, para saber se o custo-benefício existe.

VAR sala copa mundo 2018

A sala do var antes da Copa de 2018. (Reprodução: FIFA)

De acordo com Iuri Santos, especialista em tecnologia da HyperX, os fones podem ajudar em alguns aspectos:

  1. a concentração do árbitro para revisar o lance
  2. a ausência de ruídos na comunicação
  3. acústica que não permite sons externos.

“O nosso fone foi criado para cyberatletas de alto rendimento, eles precisam estar focados no jogo, assim como o árbitro de vídeo precisa estar na revisão de algum lance. Além disso, o nosso microfone também possibilita uma comunicação mais limpa entre quem está em campo com a cabine do VAR”, disse Iuri.

“A acústica também ajuda bastante na hora da concentração, já que o nosso fone não permite muito ruídos externos e deixa a pessoa mais focada naquilo que está fazendo”, concluiu.

Conforme visto nesta matéria, parece que os árbitros estarão bem equipada para as partidas do Brasileirão 2019.

Qualquer sugestão de pauta pode ser enviada para este que vos escreve, clicando aqui.

Inscreva-se no canal do Torcedores no Youtube e visite as nossas páginas no FacebookTwitter e Instagram!