Ex-Inter, Flavio recorda fim de jejum em Gre-Nais com vitória no Olímpico: “Estávamos muito pressionados”

Em depoimento exclusivo à reportagem do Torcedores.com, ex-volante Flavio relembrou a vitória do Inter por 2×1 sobre o Grêmio, no Olímpico, pela primeira fase do Gauchão de 2003.

Eduardo Caspary
Jornalista formado pela PUCRS em agosto de 2014. Dupla Gre-Nal.

Crédito: Foto: Reprodução/YouTube

Ano após ano, Gre-Nal após Gre-Nal, o torcedor do Inter se acostumou a sofrer entre o final da década de 90 e o início dos anos 2000. Em uma época de “vacas magras”, o colorado se limitava a vibrar com as sucessivas permanências na Série A e nem mesmo a rivalidade com o Grêmio, naquele instante, era encarada de igual para igual.

O tricolor, que empilhava títulos, ainda conseguiu estabelecer de 1999 a 2003 uma série de 13 clássicos sem perder. O longo jejum colorado teve fim no dia 9 de fevereiro de 2003, pela primeira fase do Gauchão, dentro do Olímpico. Com gols de Vinícius e Daniel Carvalho, o Inter do técnico Muricy Ramalho virou sobre o Grêmio de Tite para 2×1 e quebrou a negativa série.

“Me lembro muito bem, até porque foi o meu primeiro Gre-Nal. O Grêmio vinha de uma grande sequência de vitórias sobre o Inter. A gente sabe bem como é a rivalidade no Sul. Mesmo quem estava chegando naquele ano, como eu, já tinha a pressão de ter que quebrar esse tabu. Eu lembro bem. Fizemos um primeiro tempo não tão bom nesse jogo, mas era um dia que o Daniel Carvalho estava muito feliz. Inspirado. Ele fez um lindo gol. Foi muita pressão em cima do nosso time, vínhamos daquele 2002 que o Inter brigou para não cair e ainda tinha o fato de estar há tanto tempo sem ganhar do Grêmio”, relembrou o volante Flavio, titular do Inter naquela tarde, em entrevista ao Torcedores.

Confira aqui a íntegra da entrevista com Flavio

Substituído por Cleiton Xavier durante a partida, o ex-jogador acredita que aquele jogo fez com que a torcida colorada passasse a confiar no time de 2003. Em seguida, o clube venceu o Gauchão pelo segundo ano seguido e fez um bom Brasileirão, brigando até a última rodada por vaga à Libertadores.

“Fomos para esse jogo muito pressionados. Mas nossa torcida compareceu em peso no Olímpico e em cima da qualidade do elenco que foi formado, quebramos o tabu. Fui substituído, até porque como eu falei, cheguei depois da pré-temporada e não estava bem fisicamente. Entrou o Cleiton Xavier no meu lugar. Mas foi importante, porque após essa partida a torcida começou a nos apoiar ainda mais e ver que o time tinha tudo para dar alegrias no ano”, acrescentou.

Relembre como foi o fatídico clássico:

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