Em nova audiência, Magrão não aceita acordo e processo contra o Sport continua na Justiça

Em audiência de conciliação para nova tentativa de acordo nesta sexta (28), goleiro e clube não chegam a consenso e processo contra o Sport segue em aberto

Adriano Oliveira
Colaborador do Torcedores.com.

Crédito: Williams Aguiar/ Site oficial Sport Club do Recife

Goleiro e ídolo do Sport, Magrão está movendo ação na Justiça do Trabalho contra o clube pernambucano por dívidas referentes à um ano de salários atrasados, que podem chegar a R$ 5 milhões, segundo informa o site “Futebol Interior”.

O processo tramita em segredo judicial e, portanto, os valores não são divulgados. A diretoria do Sport, porém, nega que esteja devendo salário a qualquer jogador do elenco.

A primeira tentativa de um possível acordo com o goleiro não se concretizou por uma diferença de R$ 500 mil, de acordo com o “Futebol Interior”. Nesta sexta (28), em nova audiência de conciliação, mais uma vez as partes não chegaram a um denominador comum e o processo continuará em aberto.

Quem chega e quem sai dos clubes?

 

Magrão segue sem treinar e não se reapresentou ao clube na semana passada, junto com o restante do grupo. Os dirigentes dizem “estar surpresos” com a sua ausência depois de “tantos anos como profissional”.

“Ele decidiu que não queria voltar ao Sport. Pela atitude dele, mesmo com tantos anos de profissional (…) Não dar notícia e nem atender ninguém. Quem fala sobre Magrão agora é o jurídico. Ele que escolheu assim”, declarou o diretor de futebol Nelo Campos.

O jogador tem contrato junto ao Leão da Ilha até dezembro deste ano. No clube desde 2005, ele entrou para a história do Sport com 728 partidas disputadas. Ao todo, Magrão conquistou dez troféus defendendo o Rubro-Negro, com destaque para a Copa do Brasil de 2008 e a Copa do Nordeste de 2014.

Em enquete realizada nesta semana pelo “GloboEsporte.com”, em mais de 13 mil votos, 41,6% dos torcedores do Sport afirmaram que a imagem de Magrão como ídolo do clube continua “intacta” mesmo com o imbróglio na Justiça, enquanto 38,3% dizem estar “arranhada” e 20% citarem que fica “apagada”.

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