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No Senado, famílias de vítimas de voo da Chapecoense pedem ajuda por respostas

Familiares de vítimas do acidente com o voo da Chapecoense no fim de novembro de 2016 foram ao Senado nesta terça-feira (18) para uma audiência para tentar pedir ao governo respostas e cobranças sobre a tragédia, que vitimou fatalmente 71 pessoas.

Victor Martins
Um homem que acredita ser jornalista, escritor e 'chato'. Decidam vocês qual será a opção escolhida.Formado na Universidade Metodista de São Paulo. No Torcedores desde 2016 ou algo parecido.

Crédito: Divulgação/Chapecoense

O senador Nelson Trad (PSD/MS) foi quem convocou a audiência na Comissão de Relações Exteriores. Uma das cobranças feitas foi que o governo brasileiro tente pressionar Bolívia e Colômbia por ver responsabilidade destes dois países no acidente.

“São três países envolvidos nesta tragédia, Brasil, Bolívia e Colômbia. Dois deles (se referindo a Colômbia e Bolívia) realmente negligenciaram essas vidas. Por isso a gente veio ao governo pedir para nos ajudar a fazer justiça nos países vizinhos, porque eles foram responsáveis pelo acidente”, disse ao Globoesporte.com Fabienne Bele, que preside a AFAV-C (Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do voo da Chapecoense).

A Colômbia foi o país em que o avião caiu, enquanto a Bolívia é a sede da LaMia, empresa encarregada do voo. Os familiares das vítimas tentam cobrar também as indenizações pelas vítimas da tragédia.

“Falamos em nome de 300 pessoas. Em nome de mães que vão morrer sem saber os reais motivos da tragédia, filhos que ficaram sem os pais, crianças que tiveram terror noturno e incontinência urinária por causa da perda. É muito difícil”, desabafou Maria Regina D’Emílio Paiva, viúva de Mário Sérgio e vice-presidente da AFAV-C.

Os sobreviventes do voo, que incluem Alan Ruschel, Neto e Jakson Follmann, não compareceram a audiência.  O advogado de Neto,  Marcel Camilo, declarou que o jogador ainda sente a tragédia e não pode vir.

“O Neto não está aqui porque todo dia essa situação é difícil para ele. Ele morre todos os dias, todo dia ele tem que falar, dizer algo sobre o acidente. Ele perdeu 30 amigos e se espera muito dele. A gente se esquece de que ele é ser humano” , declarou.

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(Crédito da foto: Divulgação/Chapecoense)