Espelho para novatas, Sheilla vislumbra volta em Tóquio-2020 e projeta temporada no Minas

Sheilla está de volta ao vôlei brasileiro. A bicampeã olímpica assinou contrato com o Minas para a temporada 2029/20, após passar três anos longe do esporte. Em entrevista ao Superesportes/Estado de Minas, a oposta falou sobre a volta, e projetou a próxima temporada.

Andressa Fischer
Gaúcha, 21 anos. Vôlei | Futebol Gaúcho | Flamengo

Crédito: Foto: Reprodução/Facebook

E quem pesou na escolha de Sheilla foi José Roberto Guimarães, e Zé Elias, preparador físico da seleção feminina. Ambos bateram pé para a bicampeã olímpica seguir jogando, e não se dar adeus as quadras antes da hora.

“Antes de decidir pelo Minas, pensei em jogar na praia. É que a família do meu marido tem casa na praia. Mas eu conversei com muitas pessoas e, entre elas, duas foram decisivas: o José Roberto Guimarães, técnico da Seleção, e Zé Elias, preparador físico da Seleção, que sempre foi uma espécie de meu terapeuta. Ambos me aconselharam a voltar a jogar, que ainda não era hora de parar”, falou.

Uma hora de exercícios físicos na academia é o suficiente para a ex-jogadora da seleção ser atração no Minas. A ex-jogadora da seleção brasileira atrai os olhares das atletas do time juvenil do clube mineiro, Ana Flávia, Natali, Letícia, Kelen e Débora, todas de 17 anos, se espelham na oposta para seguir no vôlei, inclusive essa última é chamada de “nova Sheilla” em virtude da semelhança entre as duas.

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A camisa 13 do Minas corre contra o tempo para recuperar a forma física, e estar 100% fisicamente daqui a um mês e meio quando o grupo se apresentar. E a rotina de exercícios é feita habitualmente pela manhã, hora em que Liz e Ninna, filhas da jogadora com Breno Blassioli, estão dormindo, e fazem a bicampeã olímpica se dividir em ser mãe e atleta.

“…Preciso recuperar massa muscular. Tenho a vantagem, pela constituição física, de não ganhar peso. Por enquanto, faço minha recuperação física pela manhã, que é mais fácil, pois as meninas dormem”, disse.

A ex-oposta da seleção vai jogar na equipe minastenista, além das remanescentes Macris, Leia e Bruna Honório, ao lado de Thaísa, que também foi medalhista de ouro nas olimpíadas de Pequim e Londres, e afirmou que o time mineiro tem totais condições de brigar pelo bicampeonato da Superliga, além do título inédito do Mundial de Clubes, apesar das saídas de Gabi e Natália.

Aposentada da seleção brasileira desde a eliminação nas quartas de final da Rio 2016 para a China, a oposta mudou de ideia e disse que se for chamada por José Roberto Guimarães, quer contribuir e ajudar o Brasil a lutar pelo tricampeonato olímpico em Tóquio.

“Eu quero jogar bem. Isso vem em primeiro lugar. Mas penso também em voltar à seleção brasileira e, quem sabe, disputar mais uma Olimpíada. Eu me despedi em 2016. Minha última competição foi a Olimpíada do Rio. Acho que terei condições de realizar mais esse sonho”, afirmou.

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A melhor sacadora da olimpíada de Londres disse que o atual time brasileiro é muito novo, e precisa de rodagem com a amarelinha, citando a sustentação que a equipe tem em Natália, Gabi e Tandara, e afirmou querer estar pronta para quando precisarem dos seus serviços.

A bicampeã olímpica ainda relembrou o início da carreira no Mackenzie, quando tinha 13 anos, e disse que naquela época só queria jogar de vôlei e não tinha noção do que era a seleção brasileira ou mineira.

Mas dois anos depois, foi chamada pra seleção mineira, e com isso teve conhecimento do que era uma olimpíada. A partir daí os sonhos daquela menina mudaram: queria ser campeã olímpica, e começou a levar o vôlei mais a sério.

Quatro depois, foi chamada por Marco Aurélio Motta, em virtude da leva de dispensa das atletas mais velhas por problemas de relacionamento com o treinador, para vestir pela primeira vez a camisa da seleção brasileira adulta. O resto é história.

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