T.J. Dillashaw admite ter usado doping propositalmente: “Trapaceei”

T.J. Dillashaw foi pego em exame antidoping no começo do ano com eritopoietina (EPO) e teve que abrir mão de seu cinturão peso-galo do UFC, além de um gancho de dois anos. E pela primeira vez fez uma admissão pública de que o doping foi proposital.

Victor Martins
Um homem que acredita ser jornalista, escritor e 'chato'. Decidam vocês qual será a opção escolhidaFormado na Universidade Metodista de São Paulo. No Torcedores desde 2016 ou algo pareciod.

Crédito: Reprodução/Facebook Oficial UFC

O ex-campeão deu entrevista a Chael Sonnen no podcast ‘You’re Welcome’ e revelou que o corte de peso para a luta contra Henry Cejudo, na decisão do cinturão dos moscas, em janeiro, teve influência na decisão de usar a substância proibida.

“Em primeiro lugar, trapaceei. Não quero tapar o Sol com a peneira. Foi por isso que anunciei o problema antes da USADA. Não queria dar desculpas. Fui lá, contei e assumi o erro diante de todos. Sabia que eu teria que falar sobre isso um dia e que seria naquele momento. É a primeira vez em que falo tudo que aconteceu”, disse Dillashaw.

“Estava totalmente querendo fazer algo que jamais havia sido feito. Não era conquistar dois cinturões, e claro que eu queria isso, mostrar que eu era o melhor. Mas ser campeão descendo de categoria. Eu era um peso-galo, queria descer para o peso-mosca e ser campeão. E queria mostrar que poderia fazer isso. Levei meu corpo ao limite extremo e ele começou a entrar em colapso; Comecei a não sentir vontade de me levantar para treinar”, completou.

A substância utilizada por Dillashaw e que continha EPO era um remédio, proibido de ser usado segundo as normas do antidoping. O motivo seria um problema no sangue do lutador.

“Quis ser o melhor atleta e meu corpo entrou em colapso. Testei meus hematócritos (diferença entre o número de glóbulos vermelhos e o total de sangue) e eles estavam baixos, na casa de 30. Meu normal é 45. O nível em que eu estava me colocava como praticamente anêmico, então fiz algo que não devia fazer. Tomar Procrit, que é um remédio para anemia, que me faria bater o peso e voltar a ser eu mesmo. Não estou com raiva por isso, porque acho que não poderia ter lutado sem ter usado esse remédio. Agora, estou assumindo o que fiz. Trapaceei e fui pego”, relatou.

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(Crédito da foto: Reprodução/Facebook Oficial UFC)