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Cinco motivos para Messi não conseguir títulos pela Argentina

Craque do Barcelona chegou à quinta eliminação pela Albiceleste

Daniel Gois
Estudante de jornalismo da Universidade Católica de Santos. No Torcedores desde janeiro de 2017, escreve sobre futebol, basquete, formula 1 e eventualmente games.

Crédito: Getty Images

A combinação Lionel Messi e seleção argentina não tem trazido os resultados desejados pelos hermanos em pouco mais de uma década. Eleito cinco vezes melhor jogador do mundo, o camisa 10 do Barcelona chegou à quinta eliminação pela Argentina, além de colecionar quatro vice-campeonatos. Sabendo disso, o Torcedores lista cinco motivos para pelos quais Messi ainda não foi campeão pela seleção principal.

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Coletivo não colabora

A Copa do Mundo 2018 e a Copa América 2019 mostraram a dificuldade que a Argentina enfrenta quando se trata de jogo coletivo. Os setores defensivo e de meio-campo demonstram fragilidade defensiva e de criação. Tais problemas são enfrentados por Messi em menor escala no Barcelona, o que potencializa suas jogadas geniais.

Turbulências administrativas

Assim com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a Associação de Futebol da Argentina (AFA) coleciona casos de corrupção e turbulências administrativas, fato que afeta o psicológico dos atletas dentro de campo. Após a eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2018, Messi chegou a anunciar que não jogaria mais pela Argentina, mas voltou atrás posteriormente.

Função tática

Lionel Messi é um segundo atacante de origem, que costuma atuar pelo lado direito do campo, mas também pode jogar como meia-atacante e até falso 9. O camisa 10 já executou todas essas funções no Barcelona, mas tendo entrosamento com os demais companheiros. Na Argentina, Messi acaba tendo que fazer ‘de tudo’ por conta das dificuldades que a equipe enfrenta no jogo coletivo, algo que nem sempre é possível.

Messidependência

Quando se fala da Argentina, lembra-se de Lionel Messi. É inegável o quanto que a Argentina e o Barcelona dependem do astro. Mas tamanha dependência em um esporte coletivo não é característica de time campeão. Cristiano Ronaldo, por exemplo, teve, durante a Eurocopa 2016, uma equipe organizada taticamente e com outros talentos individuais, como Bernardo Silva e Renato Sanches. O desfecho? Caneco na mão!

Desentrosamento com outros companheiros

Em 2017, durante as eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018, o atacante Paulo Dybala, destaque da Juventus, admitiu ser difícil atuar ao lado de Messi por ambos atuarem na mesma posição e terem características parecidas. Nas decisões da Copa de 2014 e das Copas Américas 2015 e Centenário, o também atacante Higuaín desperdiçou chances claras de gol, que poderiam ter mudado o cenário da Albiceleste. A falta de entrosamento de Messi com outros nomes é mais um problema enfrentado pelo camisa 10.