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Jornais argentinos enfatizam polêmica do VAR na Copa América: “perfeito o que o Messi fez”

Os principais jornais da Argentina abordaram a final da Copa América 2019 de maneira diferente: o Clarín fez questão de elogiaram a postura do Brasil frente a um valente Peru, e o Olé questionando o uso do VAR e a vitória brasileira

Andressa Fischer
Gaúcha, 22 anos | Escrevo sobre vôlei, futebol feminino e dupla Gre-Nal.

Crédito: Foto: Divulgação/Conmebol Copa América

O Olé enfatizou as polêmicas com o uso do VAR, e fez questão de lembrar que a tecnologia não foi usada nenhuma vez contra a Argentina, e que favoreceu o Brasil em diversas oportunidades.

“Dois golaços e uma ajuda. Mais uma vez uma ajuda. Dois gols e uma penalidade escandalosa para levantar a Copa América, a quinta de cinco em casa. Dois gols e outra mão de arbitragem justamente quando o Brasil estava pior com o Peru. Dois golaços e uma suposta falta a Everton que o chileno Tobar sancionou e que depois teve que ir rever o VAR (desta vez foram)”, comentou o jornal esportivo.

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Apesar de concordarem com a superioridade brasileira na final, não exitaram em citar a frase de Messi de que a Copa América foi comprada pelo Brasil: “Assim, o Brasil acabou ganhando a Copa que organizou para isso, com o presidente Jair Bolsonaro e Neymar no campo, e com o VAR como testemunha”.

Já o Clarín foi mais sucinto em analisar o jogo, parabenizando o time comandado por Tite pelo título conquistado neste domingo (07), no Maracanã. Mas citou as cinco grandes polêmicas do torneio.

Veja a lista de polêmicas da Copa América segundo o ‘Clarín’:

Bronca com o VAR –

A Argentina caiu na semifinal da competição para o Brasil, e deixou Lionel Messi na bronca. O craque do Barcelona reclamou de favorecendo aos donos da casa pela Conmebol, que chegou a dizer que o campeonato havia sido comprado pela CBF.

O jornal ainda pontuou que o árbitro de vídeo demora nas decisões de revisões de lances polêmicos, e acaba deixando de marcar lances cruciais para o desenrolar da partida, como aconteceu na decisão do terceiro lugar entre chilenos e argentinos.

Mal estado do gramado e falha de logística –

A Fonte Nova e Arena do Grêmio foram os estádios mais criticados pelo estado do gramado durante a competição. Messi, Suárez, Godín, Cavani, entre outros jogadores, além dos treinadores Tite, Lionel Scaloni, Carlos Queiroz e Felix Sánchez foram os que mais reclamaram das condições dos campos brasileiros.

Thiago Silva ainda criticou a logística dos torneios, em virtude da distância entre os hotéis da concentração e os estádios, além tráfego intenso do trânsito, principalmente em São Paulo, que chegou a atrasar em 30 minutos o jogo entre Chile e Uruguai, por acaso de atraso da ‘La Roja’.

Convite à Qatar e Japão –

Os convites à Qatar e Japão foram mal recebidos por parte da imprensa e jogadores/técnicos. Mas segundo a organização, as duas seleções foram convidadas por sediarem os próximos dois eventos esportivos: Olimpíada de Tóquio 2020 e Copa do Mundo FIFA 2022.

Rafael Dudamel, foi um dos que mostrou sua inconformidade com a presença das duas seleções, que segundo o treinador da Venezuela não deram a devida importância ao torneio, alegando que os japoneses chegaram a levar maioria de jogadores sub-23.

Arquibancadas vazias e preço alto dos ingressos –

Apesar de os 26 jogos da competição não refletirem nas arquibancadas os números divulgados pela Conmebol, os torcedores e a imprensa reclamaram bastante do preço ‘salgado’ dos ingressos, inadmissíveis para o padrão sul-americano.

Quartas de final sem prorrogação –

Apenas o jogo da Argentina nas quartas não foi para os pênaltis – vitória dos hermanos por 2-0 sobre a Venezuela no tempo normal. O fato de essa fase não ter prorrogação, gerou diversas críticas durante a competição, o que vai em contra-mão da maioria dos campeonatos ao redor do mundo.

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