O Grêmio x Athletico Paranaense que mudou a história de Marcelo Grohe

A vitória do Grêmio sobre o Athletico Paranaense, em 2016, mudou o rumo do tricolor gaúcho nesta década

Luis Fernando Filho
Jornalista formado na Universidade Federal de Santa Maria (2018), 22 anos, e fanático pelo futebol bem jogado para além das quatro linhas. Twitter: @luisfernanfilho/Insta: @luisfrrs

Crédito: Reprodução

A Copa do Brasil de 2016 foi o divisor de águas para o time gremista, que se encontrava numa ‘seca’ de títulos expressivos. Afinal, já eram 15 anos sem qualquer conquista a nível nacional.

No entanto, naquele ano o Grêmio passava pelo início de uma renovação do elenco, com jogadores como o desconhecido Geromel e Kannemann. Além disso, Renato Gaúcho voltava ao tricolor para resgatar a identidade gremista.

Por outro lado, o Athletico Paranaense, do técnico Paulo Autuori, contava com jogadores experientes como Thiago Heleno e Paulo André, além do ex-Grêmio André Lima.

O duelo pelas oitavas de final da Copa do Brasil entre Grêmio e Athletico, por diversos fatores, mudou o rumo do tricolor gaúcho.

RELEMBRE O JOGO DA REDENÇÃO GREMISTA

A primeira partida entre as equipes do sul terminou com vitória gremista. Na Arena da Baixada, o Grêmio derrotou os mandantes pelo placar mínimo. Gol do equatoriano Bolaños.

Com o resultado da ida, tudo levava a crer que o tricolor gaúcho jogaria a partida na Arena apenas para garantir o simples empate. Porém, só faltava avisar o Athletico disso.

Num jogo difícil em Porto Alegre, os paranaenses abriram o placar logo no primeiro tempo. E adivinha? Com André Lima, ídolo gremista, na falha de outra figura tricolor, Marcelo Grohe.

Aliás, esse é o ponto central da redenção tricolor na Copa do Brasil. A falha de Grohe no tempo normal permitiu aos adversários levar o jogo para os pênaltis.

Mesmo com a pressão do Grêmio nos 90 minutos, a partida findou-se e os pênaltis chegaram. A classificação parecia assegurada com a vitória no primeiro jogo, mas corria o risco de escapar pelas mãos de Grohe.

MARCELO GROHE, DO INFERNO AO CÉU

Naquela altura da temporada, Marcelo Grohe já havia passado por todas as provações dentro do Grêmio. Cria da base gremista, o goleiro esperou por longas temporadas na reserva até alcançar a titularidade.

No entanto, tudo indicava um roteiro trágico para o goleiro se viesse mais uma derrota em competições nacionais. No entanto, veio a redenção de Marcelo Grohe na disputas dos pênaltis.

Mesmo sendo vaiado no tempo normal, Grohe viu a chance de se redimir diante do Athletico. Na disputa acirrada, o arqueiro gremista defendeu três pênaltis, inclusive do medalista olímpico Weverton, e classificou o Grêmio na Copa do Brasil.

Marcelo Grohe classificou o Grêmio/ Reprodução

Foram necessárias 16 cobranças de pênaltis para a façanha gremista que começaria, de fato, a partir desse jogo. Grohe, que ainda disputava posição com Dida, foi do inferno ao céu num jogo que poucos torcedores apostariam que seria o início da redenção gremista.

Após 15 anos sem títulos expressivos, o triunfo sobre o Athletico, na Arena, marcou a caminhada do pentacampeonato gremista na Copa do Brasil. Ou melhor, a redenção de Marcelo Grohe que viria a marcar o nome na história do Grêmio.

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