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Messi ou Neymar? Colorado surpreende repórter, diz que prefere D’Alessandro e se diverte: “Falei na lata”

Reportagem do Torcedores.com entrou em contato com o torcedor colorado que disse preferir D’Alessandro a Messi e Neymar e, claro, viralizou nas redes sociais

Eduardo Caspary
Jornalista formado pela PUCRS em agosto de 2014. Dupla Gre-Nal.

Crédito: Foto: Reprodução/Twitter

O jogo era do Brasil e o palco era a Arena do Grêmio, mas o colorado Cassiano Basso pouco se importou: com a camisa do Inter orgulhosamente vestida, ele saiu de São Miguel do Oeste, no interior de Santa Catarina, rumo a Porto Alegre na última quinta-feira. Antes de sofrer com a vitória dramática nos pênaltis, pelas quartas de final da Copa América, o torcedor acabou viralizando na web por apresentar uma “terceira alternativa” à pergunta feita por um repórter da Telemundo Desportes, vinculada à NBC.

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Na esplanada da Arena, onde torcedores brasileiros, paraguaios, gremistas e colorados se juntavam antes da bola rolar, o jornalista se aproximou de Cassiano para uma descontraída entrevista. Lá pelas tantas, questionou o gosto do colorado: “Messi ou Neymar?”. Ao responder “eu prefiro D’Alessandro”, o torcedor do Inter se espalhou por várias páginas coloradas nas redes e viralizou ao demonstrar o amor pelo time do coração. Armado antes? Ele garantiu que não em entrevista à reportagem do Torcedores.com:

“Fizemos uma viagem de amigos e fretamos um ônibus. Queríamos ver um jogo do Brasil na Copa América e um amigo gremista puxou à frente pra irmos. Fiquei meio receoso de ir na Arena, se fosse no Beira-Rio eu iria certo. Mas decidimos ir e compramos os ingressos antecipados lá em janeiro. Chegamos umas 9h da manhã na Arena e não tinha ninguém. Ficamos lá no entorno, almoçamos, tomamos uma cerveja, normal. Na hora de subir para apresentar os ingressos, achamos um espaço que vendia cerveja, porque no estádio não vende. Ficamos e eu dois amigos, nos separamos dos outros, cada um entrava separado. De repente eu vejo que está vindo um repórter filmando. Quando chegam perto, eu abro os braços e estou com aquela camisa do Inter vista no vídeo. Arrisco um portunhol enrolado, nervoso. Aí ele pergunta quem eu preferia, se Messi ou Neymar. Eu na lata, sem pensar, falei D’Alessandro. Ele ficou meio espantado, todo mundo olhando estranho, porque havia poucos colorados. Eu não queria aparecer muito, vai saber como seria a recepção… mas eu falei e repeti, fui ser enfático pro repórter e até erro o nome do D’Ale. Falei Nicolás Andrés D’Alessandor, mas é Andrés Nicolás D’Alessandro. No vídeo completo dá pra ver tudo. Foi tudo espontâneo, não teve armação nenhuma, tá louco”, disse, aos risos, o colorado.

Amor pelo Inter e idolatria por D’Alessandro

A paixão pelo Inter vem de berço e é herdada do pai, gaúcho, que o criou já em Santa Catarina. Por lá, Cassiano se acostumou a guardar reportagens e figuras coloradas que estampavam os jornais e cultivou ano após o ano o amor pelo time do Beira-Rio. Tanto é que, hoje, é vice-cônsul do clube em sua cidade:

“Sou colorado desde que nasci. Desde que comecei a ver futebol, já era colorado. Desde os tempos do rádio, quando os jogos não passavam na TV. Fazia recortes de jornais, figurinhas, pintava o símbolo do Inter, guardava tudo. A paixão começou aí desde cedo. Costumo ir ao Beira-Rio, sou sócio, não vou mais frequentemente por causa da distância. Sou vice-cônsul na minha cidade de São Miguel do Oeste e sempre que possível fazemos eventos. No dia 25 de agosto vamos receber a comitiva do Inter”.

Clique aqui para ver a reportagem completa da Telemundo Desportes com a participação do colorado

Sobre D’Alessandro, o “pivô” da adorada resposta na entrevista, ele é só elogios. E inclusive aposta: com D’Ale no elenco, o Inter não teria sido rebaixado em 2016.

“A idolatria pelo D’Ale é desde que ele chegou em 2008 com aquele casaco preto e foi ver aquele jogo contra o Santos, em um dos camarotes. No meu tempo, é um dos maiores ídolos. Senti muito quando ele saiu em 2016. Acho que não foi muito por ele, mas pela diretoria no comando à época. Uma das nossas dores é o rebaixamento e a saída do D’Ale teve influência. Nem é bom pensar nisso mais. Ele é ídolo, qualquer coisa que a gente falar vai ser sempre para defendê-lo. No ano passado consegui tirar uma foto com ele, mas tinha outros fãs, não dava para conversar direito. Foi a única vez que me aproximei dele”, destacou.

Gesto nobre e pedido ao Inter

Sincero, o torcedor contou que seu celular não parou de receber notificações de mensagens desde que o vídeo tomou conta das redes sociais. Mas uma delas chamou a atenção de forma especial. Um colorado, surdo, o procurou para saber o que ele tinha falado. A conversa sensibilizou Cassiano, que gostaria que o próprio Inter tivesse intérpretes e tradutores de libras para auxiliar os que necessitam.

“Depois de toda essa repercussão enorme do meu vídeo, um garoto me chamou no Messenger perguntando o que tinha acontecido, que era para eu traduzir para ele. Eu não entendi nada. Mas ele explicou que era surdo, fanático pelo Inter e queria saber o que eu tinha dito na entrevista. E eu contei detalhadamente para ele, dizendo que tinha preferido o D’Alessandro antes do Messi e do Neymar para o repórter. É uma oportunidade também para outras pessoas. Sei que todo mundo logo esquece esse vídeo e vida que segue. Mas esse garoto me explicou algo que nem eu sabia. Que vários times têm um tradutor de libras, se não me engano, nas coletivas, nos treinos, etc. E ele sempre pediu para o Inter e não teve retorno. Se o Inter pudesse ter esse tradutor, ajudaria muito. Foi algo que marcou bastante e que surgiu a partir desse episódio”, finalizou.

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