NBA: o que esperar do Oklahoma City Thunder sem Westbrook?

Há mais de 10 anos vestindo a camisa do Thunder, Russell Westbrook se junta a James Harden no Houston Rockets

Paulo Silva
Colaborador do Torcedores

Crédito: Foto: Divulgação Twitter/Russell Westbrook

Russell Westbrook é para a torcida do Oklahoma City Thunder o maior jogador da história da franquia, considerando de 2008 até os dias de hoje, período em que a equipe se mudou de Seattle para Oklahoma. Maior pela longevidade, números, recordes, prêmios e por permanecer mesmo quando Kevin Durant deixou o time em 2016.

Depois que foi anunciado que Paul George deixaria OKC, rumo ao Los Angeles Clippers com Kawhi Leonard, rumores sobre uma troca envolvendo Westbrook foram ficando fortes ao longo dos dias. Isso se deve à necessidade de uma reconstrução, e agora a franquia começa a pensar no futuro definitivamente.

O camisa 0 e a diretoria entenderam que era hora do casamento chegar ao fim. Depois de mais de 10 anos de história, ambos precisam de um novo rumo: Westbrook ir para um lugar que possa brigar por um anel, pois já tem 30 anos. O Thunder sair da zona intermediária, onde não briga por título de forma convicta, e partir para uma reconstrução pensando totalmente no futuro.

Sem Paul George e Russell Westbrook, o que esperar do Oklahoma City Thunder?

Pelas trocas de PG e West, OKC recebe diversas picks dos próximos draft. O futuro da franquia está voltado totalmente à reconstrução. Para isso, acumular escolhas do draft e assinar com jogadores com contratos leves e curtos é o objetivo central da diretoria.

A tendência é o time figurar entre os últimos colocados da Conferência Oeste. Se Chris Paul permanecer, a equipe ainda terá uma grande estrela para impulsionar, mas não o suficiente para almejar playoffs. Se CP3 sair, o que deve ocorrer, a equipe briga pela última posição, o que é algo positivo nesse momento.

Mas como ficar em último na tabela pode ser positivo? Uma franquia que está em reconstrução, piora seu time propositalmente para ter uma má posição na tabela e, consequentemente, ficar entre às primeiras posições no próximo draft. Assim será OKC na próximo temporada.

Um exemplo disso é o Philadelphia 76ers. Anos atrás, era o pior time da NBA, e ao partir para um processo de reconstrução, draftou ótimos jogadores, como Joel Embiid e Ben Simmons, e montou uma equipe em cima desses jovens talentos, que, inclusive, servem de atrativos para outras estrelas assinar com Philly, como ocorreu com Jimmy Butler (que já saiu) e Tobias Harris.

O plano de Oklahoma é exatamente esse: acumular escolhas de draft, ter contratos leves, deixar o CAP vazio e sonhar com um futuro melhor.

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