Oscar Schmidt comenta sobre ter trocado a NBA pela seleção: “foi a decisão mais fácil que tomei”

Em entrevista a Agência Efe, Oscar Schmidt comentou sobre ter trocado a liga americana pela Seleção Brasileira de Basquete nos Jogos Panamericanos de 1987

Rodrigo Nascimento
Colaborador do Torcedores.com, amante dos esportes americanos e do automobilismo.

Crédito: Instagram oficial de Oscar Schmidt

Para alguns jogadores de basquete, a NBA pode ser o ápice de uma carreira, a qual poucos ousariam em trocar por qualquer outra competição. Porém, o principal nome da modalidade no Brasil, Oscar Schmidt, pensa totalmente diferente e fez um ousado caminho: trocou a oportunidade de jogar pela liga americana, para defender a Seleção Brasileira nos Jogos Panamericanos de 1987.

Para muitos, poderia ser uma escolha bem difícil, mas não para Oscar: “Foi uma decisão que eu nunca mudaria. Foi a decisão mais fácil que já tomei na minha vida”, revelou o “Mão Santa”, um dos principais nomes do Brasil na histórica vitória sobre os americanos, anfitriões do Pan-1987, realizado em Indianapolis. Na ocasião, a Seleção Brasileira conquistou a medalha de ouro ao vencer por 120 a 115.

“Jogar pela seleção é a coisa mais nobre que existe, é diferente. É representar um país inteiro, e isso é muito melhor do que jogar na NBA. Na NBA, você volta rico, mas na seleção você será famoso, e as pessoas tiram o chapéu para você. Isso não tem preço. Eu jogava de graça. Eu terminava a temporada inteira na Itália e vinha para seleção, para jogar de graça.”

Apesar de ter participado do Draft da NBA de 1984, onde foi a 131ª escolha, a qual foi feita pelo New Jersey Nets, Oscar Schmidt passou boa parte de sua carreira atuando por clubes da Europa, principalmente na Itália e Espanha. O ala brasileiro teve que escolher entre a liga americana e a seleção, porque na ocasião, os jogadores que atuavam na liga não podiam jogar o Pan e nem os Jogos Olímpicos.

“Tive propostas, mas preferi não jogar na NBA. O fato de jogar na NBA não significa que o jogador que está lá, seja um fenômeno, porque há jogadores péssimos na NBA. É uma pena, porque o que mais motiva é a NBA e, na minha época, tive que escolher”, completou Oscar Schmidt, hoje com 61 anos de idade.