Pia Sundhage: o que pode mudar na seleção brasileira com sua chegada

Pia Sundhage pode ser nome marcante na retomada do futebol feminino no Brasil

Paulo César Desidério Costa
Colaborador do Torcedores.com.

Crédito: Getty Images

Consistência defensiva, organização tática e eficiência. Estas sejam as três principais virtudes que a treinadora bicampeã olímpica, Pia Sundhage, deverá transmitir às suas convocadas na seleção brasileira de futebol feminino. A tendência é que a substituta de Vadão dê ao time brasileiro a estrutura que não vinha tendo, adequada tanto para atacar e, principalmente, defender, algo tradicional no futebol dos países nórdicos.

Você conhece o canal do Torcedores no YouTube? Clique e se inscreva!

Pia não é necessariamente o que podemos chamar de retranqueira. Mas é fato que suas equipes possuem notável consistência defensiva, sem deixar de marcar gols no ataque. Nos jogos de Pequim em 2008, a equipe dos Estados Unidos foi vazada cinco vezes em seis partidas, marcando 13 gols. Em Londres, 2012, a ataque norte-americano anotou 16 gols, enquanto a defesa sofreu seis.

Nas duas olimpíadas com Pia como treinadora, os Estados Unidos terminaram com a medalha de ouro no peito. Houve ainda o vice-campeonato mundial em 2011, quando as americanas foram vencidas pelo Japão na final, decidida nos pênaltis.  Com a Suécia, nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, Pia conquistou a prata. É importante lembrar que o time sueco eliminou os Estados Unidos, o Brasil e perdeu para a Alemanha na decisão.

Fã do 4-2-3-1, com variações para o 4-1-4-1, a treinadora deve tornar o time brasileiro mais compacto, consciente no toque de bola e com capacidade de definição no comando de ataque. Se houver liberdade para Pia Sundhage trabalhar, o Brasil tem tudo para voltar a subir no ranking da Fifa. Em 10º lugar, a seleção feminina está atrás de equipes com menos tradição na categoria, como France, Inglaterra, Austrália e Coreia do Norte. A seleção feminina do Brasil não conquista uma medalha olímpica desde a prata em Pequim e a nova treinadora, medalhista nas últimas três olimpíadas que disputou, tem tudo para dar fim ao jejum.

As coisas também prometem mudar fora de campo. O legado que uma treinadora que já foi eleita a melhor do mundo em 2012 pode deixar no país é imenso. Não podemos deixar de falar da experiência que ela pode transmitir aos dirigentes da CBF, acerca da gestão do futebol feminino, proporcionando evolução. As categorias de base da seleção, certamente terão o dedo de Pia, o que implicará na renovação da seleção para os próximos anos.

LEIA MAIS

Conheça Pia Sundhage, substituta de Vadão na seleção feminina de futebol