Torcedores norte-americanos apoiam jogadoras dos EUA em busca de igualdade salarial no país

Quem olha pensa que quem manda no futebol dos EUA são as mulheres. Mas isso apenas dentro de campo: na quinta final de Copa do Mundo, as jogadoras movem um processo contra a federação local em busca de igualdade

Andressa Fischer
Gaúcha, 21 anos. Vôlei | Futebol Gaúcho | Flamengo

Crédito: Foto: Reprodução/Twitter

Considerado o país mais rico do mundo em poder econômico, os EUA é um dos locais que mais segrega no planeta. Isto é, a desigualdade entre brancos e negros, homens e mulheres, entre outros, ainda é muito presente, ainda mais com as últimas declarações do presidente Donald Trump.

No jogo contra a Inglaterra nesta terça-feira (02), em Lyon, pela semifinal da Copa do Mundo feminina, as norte-americanas confirmaram mais uma vez o favoritismo e eliminaram as rivais, com dois gols marcados no primeiro tempo, com direito a chá inglês em comemoração da aniversariante do dia Alex Morgan.

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Os dois gols norte-americanos foram marcados nos 31 primeiros minutos da partida. Substituta da capitã Rapinoe contra as inglesas, Christen Press mostrou serviço e abriu o placar aos 10 minutos de jogo, e nem White conseguiu parar a tricampeã mundial: 12 minutos após gol de empate, Morgan cabeceou dentro da pequena área sem chance de defesa para Telford: 2 x 1.

Com a vitória, os EUA avançou para a quinta final de Copa do Mundo da história do país, sendo a terceira seguida. Seria um cenário perfeito, se não fosse o Japão. Em 2011, as estadunidenses foram batidas pelas japonesas nos pênaltis e ficaram com o vice-campeonato naquela ocasião.

Torcedores dos EUA apoiam jogadoras em processo contra federação

E os torcedores que viajaram dos Estados Unidos até a França para ver o Mundial feminino, levaram cartazes para apoiar as jogadoras norte-americanas contra a federação local. No começo desse ano, todas as atletas da seleção entraram com um processo acusando a “USA Soccer” de discriminação institucionalizada de gênero.

Na reclamação, as 28 atletas que tiveram o seu nome incluído no processo, alegam desigualdade em treinamentos, viagens, e também no desenvolvimentos de talentos. Mas, em suma, pediam igualdade de salário com os homens e condições ideais de trabalho.

Fato que chega a soar estranho, já que a seleção masculina nunca teve destaque no futebol. E chegou a participar de apenas 10 Copas do Mundo, tendo a sua melhor participação com um terceiro lugar em 1930.

O processo chegou a ser arquivado, e a federação busca uma solução após o fim da Copa, mas todas conversas anteriores foram descartadas pelas atletas. A entidade tem um histórico de polêmicas: durante o torneio, algumas notícias veiculadas pelo New York Times de relatos de funcionários que o lugar é extramente “tóxico e terrível” para se trabalhar.

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