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Racismo no futebol: casos aumentam em 43% na Inglaterra, diz estudo

Sterling e Kean, do Manchester City e Juventus, respectivamente, foram alvos de racismo no futebol neste ano

Paulo Foles
Jornalista, amante da escrita e apaixonado por esportes. Falo sobre futebol internacional, nacional e esportes americanos, principalmente NFL e NBA. Santista e apreciador do bom futebol. Twitter: @PaulFoles

Crédito: Foto: Divulgação Twitter/Manchester City

Nos últimos meses ocorreu alguns casos de racismo no futebol com grande repercussão. Com isso, a organização “Kick it Out”, que luta contra a discriminação, produziu um estudo para analisar sobre o tema, e chegaram na conclusão que houve um aumento de 43% de casos de racismo no futebol inglês.

De acordo com Rosin Wood, líder da organização, o número de acontecimentos foi de 192 para lamentáveis 274.

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“Nós temos recebido muitos relatos de insultos como: ‘volte para o lugar de onde você veio’, o que nós não recebemos durante um tempo”, disse o líder em entrevista à BBC Sports, da Inglaterra.

Somando episódios de crime racial no futebol de base e profissional, o número cresceu em 32%. Com a explosão do mundo virtual, grande parte dos incidentes foram em redes sociais.

“Vemos o crescimento do crime de ódio. Isso acontece porque é um reflexo da sociedade no momento. Se acontece em um determinado local, também veremos no futebol”, afirmou Wood.

Esse é o sétimo ano consecutivo que o número de insultos raciais aumenta, chegando ao dobro de 2014. Raheem Sterling e Moise Kean, do Manchester City e Juventus, respectivamente, foram dos dois alvos de casos de racismo no futebol em estádios.

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