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Além de Gil, veja 7 jogadores brasileiros que já foram vítimas de racismo

Gil sofreu com mais um episódio de racismo no futebol; relembre outros casos de intolerância

Paulo Foles
Jornalista, amante da escrita e apaixonado por esportes. Twitter: @PaulFoles

Crédito: Rodrigo Coca/Ag.Corinthians

Gil foi vítima de racismo no jogo do Corinthians contra o Montevideo Wanderers, nesta quinta-feira (1), em partida válida pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana. Ele voltou recentemente da China e já sofreu com mais um episódio lamentável de preconceito.

Assim como o zagueiro do Corinthians, diversos outros atletas foram alvos de injúrias raciais no futebol sul-americano e pelo mundo em geral.

Vale lembrar que o crime racial de racismo está previsto no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) e prevê a proibição da entrada do torcedor aos jogos.

Com isso, relembre outros casos condenáveis de racismo no futebol brasileiro:

AROUCA

Na época jogador do Santos, o volante foi alvo de xingamentos racistas da torcida do Mogi Mirim, em partida válida pelo Campeonato Paulista, em 2014. O jogador levou o caso para a justiça e o clube foi multado em 50 mil reais por conta da má conduta de alguns torcedores irresponsáveis.

TINGA

Defendendo o Cruzeiro na Copa Libertadores de 2014, Tinga foi hostilizado por torcedores do Real Garcilaso, do Peru, que imitaram um macaco quando o jogador pegava na bola.

GRAFITE 

No caso de Grafite, o ato lamentável não ocorreu por torcedores, mas sim por um adversário dentro de campo. Em 2005, em partida do São Paulo pela Copa Libertadores, o atacante foi agredido moralmente pelo zagueiro Desábato, do Quilmes, da Argentina, que foi preso. No entanto, o argentino pagou uma fiança de 10 mil reais e foi liberado.

MICHEL BASTOS 

Ainda jogador do São Paulo, Michel Bastos comemorou um gol com o sinal de silêncio para a torcida adversária, gesto comum entre jogadores. Porém, ele foi ofendido por uma torcedora nas redes sociais, o que gerou um processo a ela, que teve que pagar com serviços comunitários.

ARANHA 

Um dos episódios mais marcantes foi do goleiro Aranha, em 2014, quando defendia o Santos. O jogo era entre o alvinegro da Vila Belmiro contra o Grêmio, pela Copa do Brasil, na Arena do Grêmio, e uma torcedora foi flagrada por câmeras chamando o jogador claramente de “macaco”, algo pejorativo e ofensivo. Além do mais, outros torcedores também ofenderam o atleta.

Os torcedores foram identificados e punidos por 720 dias sem poder frequentar estádios de futebol. O Grêmio também sofreu consequências pela atitude deplorável de seus torcedores, sendo eliminado da Copa do Brasil naquela ocasião.

TCHÊ TCHÊ

Atualmente no São Paulo, o meio-campista também foi alvo de racismo quando ainda defendia o Palmeiras, no Campeonato Brasileiro de 2016. Um torcedor do Athletico Paranaense o ofendeu, mas o jogador preferiu não levar o caso para a justiça, apesar de o clube ter sido penalizado pelo STJD por 20 mil reais.

DANIEL ALVES

Recém-chegado ao São Paulo, o lateral-direito sofreu com essa atitude lamentável quando era jogador do Barcelona. Quando ia cobrar um escanteio, um torcedor rival arremessou uma banana no jogador, que respondeu comendo a fruta e continuou seu trabalho dentro de campo naturalmente, ignorando o acontecido. Ele levantou a hashtag irônica “#SomosTodosMacacos”.

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