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Duda Amorim, do handebol feminino, promete raspar cabelos se ganhar medalha em 2020 : “pode anotar”

Duda Amorim conquistou a medalha de Ouro no Pan 2019 junto com a equipe brasileira. Aos 32 anos, atleta sonha com medalha olímpica no ano que vem

Jéssica De Paula Alves
Jornalista amapaense migrada em Belo Horizonte (MG). Nascida em março de 1990, é gremista e adora esportes desde a infância. Faixa branca em jiu-jitsu, também é fã de rock e ama unir suas paixões.

Crédito: Divulgação /CBHB

A experiente jogadora de handebol Duda Amorim se tornou uma referência no esporte. Junto a seleção brasileira feminina, conquistou o sexto ouro consecutivo nos Jogos Pan-Americanos. A vitória sobre a Argentina ocorreu em Lima, no Peru, em um ginásio lotado. Agora, a atleta sonha com a medalha olímpica, já que a equipe conquistou uma vaga para Tóquio em 2020.

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Em entrevista ao blog Extraordinárias a brasileira, que tem quatro das seis últimas medalhas de ouro conquistadas pelo Brasil, comentou sobre sua trajetória e fez uma promessa.  Além disso, ela falou que se levar medalha nas Olimpíadas, vai raspar os cabelos. “Podem anotar aí”. Confira aqui a entrevista na íntegra.

Trajetória

Duda Amorim estava na seleção em 2007, 2011, 2015 e agora, em 2019. Em 2013, a armadora foi campeã mundial e, em 2014, eleita a melhor do mundo. A brasileira vive hoje na Hungria, onde joga pelo Györi AUDI ETO KC. E garante, contudo, que a determinação é constante, dizendo que se levanta todo dia com vontade de ser melhor.

Questionada sobre o reconhecimento do handebol feminino no Brasil, Duda disparou que tudo depende dos resultados, mas em seguida, fez a promessa.

“Tudo depende dos nossos resultados. Se vier alguma medalha mundial ou olímpica, talvez possa se tornar o país do handebol. Depois do futebol, lógico. E tenho esperanças de conseguir uma medalha olímpica. Já prometi raspar o cabelo se ganhar medalha na Olimpíada. Pode anotar aí [risos]. Acredito que estamos com um grupo talentoso, mas que tem muito trabalho ainda pela frente”, completou.

A atleta acrescenta ainda que pretende aproveitar o máximo da carreira para conquistar títulos e bons resultados. “É um dos meus objetivos, trazer resultados expressivos para o Brasil. Levanto todo dia com vontade de ser melhor, acredito que isso me mantenha no topo”, disse Duda.

Crise

Duda lembra posteriormente sobre a crise na Confederação Brasileira de Handebol e o momento delicado que o esporte assim vive no país.

“Existe o Bolsa Atleta [projeto do governo federal], que é uma grande ajuda, mas poderia chegar a um maior número de pessoas. E, no momento, recebemos ajuda do COB [Comitê Olímpico do Brasil] para manter nosso calendário. Nossa confederação está num momento bem delicado, praticamente sem recurso para fazer crescer o handebol brasileiro”, destacou.

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