“Jogando contra o câncer” reunirá jogadores e celebridades em prol da prevenção e combate da doença

No sábado, 16 de novembro acontece uma partida de futebol, onde o golaço é mobilizar a sociedade afim de conscientizar na luta e prevenção contra o câncer

Tathiane Marques
Colaborador do Torcedores

Crédito: Divulgação

O “Jogando contra o câncer” é um projeto social que visa incentivar a população a se atentar para a adoção de hábitos saudáveis e a importância de realizar exames preventivos regularmente. O objetivo principal é chamar a atenção de todos, tanto da população quanto dos governos para ações de prevenção e combate ao câncer no Brasil.

O evento contará com a várias figuras públicas, até o momento as presenças confirmadas para o jogo são: Amaral (ex-seleção brasileira), Careca, Ronaldão (tetracampeão), Veloso, Ademir da Guia, Muller (ex-seleção), Zenon (Corinthians), Adhemar, Somália, Elivelton, Aloisio, Dinei (Corinthians), Macedo, Denilson, Morato, Flávio Conceição ,Rodrigo Costa, o goleiro Zetti,  Júnior (pentacampeão), Jamelli (seleção), Falcão, Viola (ex-Corinthians e seleção), Luizão (ex-Corinthians), Lúcio, Edilson, Vampeta (pentacampeão) e Biro-Biro entre outros.

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Reconhecida a importância, o projeto ganhou o apoio de outros atletas do Corinthians como o goleiro Cássio, o lateral Fagner, o zagueiro Gil, além dos jogadores Clayson e Júnior Urso. Outros artistas também sinalizaram o apoio a causa.

A idéia do evento partiu do Instituto de Ensino e Pesquisa São Lucas/Hemomed, que é uma entidade privada e sem fins lucrativos, que tem foco em pesquisas celulares e de fármacos contra o câncer e que presta assistência à pacientes de quadro oncológico.

O projeto tem o apoio da SBC- Sociedade Brasileira de Cancerologia; da FEHOESP- Federação dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo e da UNACCAM- União e Apoio no Combate ao Câncer de Mama. E é organizado pela Craques Master, empresa com expertise em eventos e futebol, presidida por Gil Santos.

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O ponto alto do evento será o jogo de futebol, porém a ação inclui campanhas em TVs e rádios, folders, outdoors e comunicação por mídias sociais e imprensa. O lançamento oficial do evento acontecerá no próximo dia 22 de agosto, na Assembleia Legislativa de São Paulo, às 19h00 (horário de Brasília).

Brasil tem 600 mil casos de câncer/ano e um aumento de três vezes mais de mortalidade (informações INCA)

No país, cerca de 60% dos pacientes que recorrem ao SUS para realizar um tratamento contra um câncer, chegam nos estágios finais da doença, ou seja 3 e 4, o que acaba gerando sofrimento aos pacientes. O diagnóstico tardio afeta drasticamente a economia, retirando milhares de pessoas produtivas do mercado de trabalho e gerando custos milionários para o SUS e consequentemente para a previdência social. Vale destacar que no ano de 2016, o ministério da saúde gastou R$ 3,3 bilhões em tratamentos oncológicos.

O câncer já é a principal causa de morte em 10% dos municípios brasileiros, superando as doenças cardiovasculares, até então líderes em mortalidade. Se o quadro continuar como está, estipula-se que até 2030 as neoplasias sejam a principal causa de morte no Brasil, agravado pelo envelhecimento da população.

Nota-se um aumento considerável na mortalidade por câncer em 20 anos no Brasil: 90% de aumento de 1998 a 2015 (últimos dados do Sistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde ) , quando 110.799 pessoas morreram da doença. Ao mesmo tempo, houve uma alta de apenas 36% na mortalidade por doenças cardiovasculares, demonstrando que as mortes por câncer evoluíram três vezes mais.

De acordo com a OMS,o câncer é a segunda principal causa de morte no mundo, respondendo por 9,6 milhões de mortes em 2018, sendo que 70% das mortes por câncer ocorrem em países de baixa e média rendas. Cerca de um terço das mortes por câncer se devem aos 5 principais riscos comportamentais e alimentares: alto índice de massa corporal, baixo consumo de frutas e vegetais,falta de atividade física e uso de álcool e tabaco.

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