Muito além de Albon e Gasly: relembre trocas de pilotos na Red Bull e na Toro Rosso

Substituição de pilotos nos times da marca de energéticos é mais comum do que aparenta ser. Listamos todas elas

Leonardo Marson
Jornalista com passagens pelas revistas Racing e House Mag.

Crédito: Red Bull Content Pool

A substituição de Pierre Gasly por Alexander Albon anunciada pela Red Bull na última segunda-feira (13) foi apenas mais uma das várias trocas de pilotos que a direção da empresa fabricante de energéticos e proprietária de duas equipes na Fórmula 1 – Red Bull e Toro Rosso – fez com seus pilotos. As equipes são conhecidas por promoverem trocas no meio da temporada.

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Gasly chegou à Red Bull após fazer boa temporada pela Toro Rosso em 2018, mas seus desempenhos vinham decepcionando a cúpula do time austríaco. Sem conseguir ameaçar os pilotos de Ferrari e Mercedes, como Max Verstappen vem fazendo, o francês teve seu melhor desempenho no Grande Prêmio da Inglaterra, quando terminou na quarta posição. O piloto é o sexto colocado do campeonato, muito ameaçado por Carlos Sainz, da McLaren.

Albon, por sua vez, tem tido uma temporada acima do esperado com o carro da Toro Rosso, ocupando a 15ª colocação do Mundial de Pilotos com 16 pontos. O tailandês, terceiro colocado da Fórmula 2 em 2018, tem como melhor resultado o sexto lugar no “maluco” Grande Prêmio da Alemanha, e soma cinco chegadas entre os dez primeiros, ajudando o time de Faenza a ocupar a quinta posição no Mundial de Construtores.

A última vez que a Red Bull promoveu trocas entre pilotos de sua equipe principal e da Toro Rosso foi em 2016, quando Max Verstappen foi alçado ao lugar de Daniil Kvyat, então na Red Bull, e estreou com vitória. O holandês se mantém na equipe de Milton Keynes até os dias atuais e surge como principal rival na briga pelo título com Lewis Hamilton, enquanto o russo voltou à F1 este ano, novamente pelo time de Faenza.

Veja o histórico de mudanças de pilotos nos times

A primeira substituição da Red Bull aconteceu em 2005, ano em que a Toro Rosso ainda não existia. Parceiro de David Coulthard, Christian Klien cedeu seu lugar para Vitantonio Liuzzi em quatro corridas daquela temporada. O italiano ganhou a vaga de titular na Toro Rosso no ano seguinte, e passou a ter Scott Speed como companheiro de equipe, enquanto Klien seguiu na Red Bull até ser trocado por Robert Doornbos nas últimas quatro etapas daquele ano.

As trocas seguiram em 2007, quando Doornbos deu lugar a Mark Webber na Red Bull. Já na Toro Rosso, Speed discutiu com Franz Tost, chefe da equipe, e foi substituído por Sebastian Vettel, que teve como parceiro Liuzzi, que perdeu o emprego ao final daquele ano para Sébastien Bourdais, que vinha do tetracampeonato da Champ Car nos Estados Unidos.

2008 foi um raro ano sem mudanças nas duas equipes, com Webber e Coulthard na Red Bull, e Bourdais e Vettel na Toro Rosso. O alemão, inclusive, venceu o GP da Itália daquele ano, e foi promovido ao time de Milton Keynes em 2009 para ocupar o lugar do escocês, que anunciou aposentadoria. Sébastien Buemi ocupou o lugar de Vettel na Toro Rosso, que foi dispensado no meio da temporada, dando lugar a Jaime Alguersuari.

Dominando a Fórmula 1 com Vettel, a Red Bull passou um longo período sem trocar seus pilotos, enquanto a Toro Rosso só desfez a dupla formada por Buemi e Alguersuari em 2012, trazendo para o time Daniel Ricciardo e Jean-Eric Vergne. O australiano migrou para a “equipe mãe” em 2014, substituindo o australiano, que se aposentou. Daniil Kvyat, então, recebeu sua primeira oportunidade na categoria através da Toro Rosso.

Houve nova mudança nas equipes em 2015, quando Vettel migrou para a Ferrari, e Kvyat foi promovido pela Red Bull, se tornando companheiro de Ricciardo. Vergne foi dispensado pela Toro Rosso, que passou a contar com os novatos Max Verstappen e Carlos Sainz. Então, em 2016, por conta de incidentes com o russo, a Red Bull trocou Kvyat por Verstappen, e viu o holandês vencer logo em sua estreia, na Espanha.

A Red Bull manteve Verstappen e Ricciardo como parceiros até o final de 2018, quando o australiano deixou o time e rumou para a Renault. Kvyat, por sua vez, perdeu a vaga na Toro Rosso para Pierre Gasly ainda em 2017, e o francês se tornou companheiro de Brendon Hartley, substituto de Sainz, que foi para a Renault. A dupla se manteve até o final do ano passado, quando o time de Faenza passou a ter Alexander Albon e Kvyat.