Mulheres conquistam a maioria das vagas no Brasil para as Olimpíadas 2020

Jogos Pan-Americanos em Lima foram marcados por maior representatividade feminina. Mulheres no Brasil conquistaram 60 das 104 do país

Jéssica De Paula Alves
Jornalista amapaense migrada em Belo Horizonte (MG). Nascida em março de 1990, é gremista e adora esportes desde a infância. Faixa branca em jiu-jitsu, também é fã de rock e ama unir suas paixões.

Crédito: Agência Brasil

Encerrados no domingo (11) os Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru, foram marcados por uma maior representatividade feminina do Brasil. E isso se reflete no número de vagas conquistadas pelas mulheres para as Olimpíadas de Tóquio, em 2o20. Segundo o Jornal O Globo, o Brasil possui, até agora, 104 vagas para os Jogos. Destas, 60 são femininas, o que corresponde a 57,7%.

Ou seja, uma maioria que corresponde ao melhor desempenho das atletas brasileiras até o momento, em relação aos homens, nos esportes coletivos. Assim, as brasileiras já se classificaram no futebol (18), no handebol (14), no rúbgi 7 (12) e no vôlei (12). Além disso, Ana Marcela Cunha (maratona aquática), Maria Iêda Guimarães (pentatlo moderno) e a dupla Martina e Kahena (vela) estão garantidas em Tóquio.

Ainda segundo o levantamento de O Globo, no início das competições, a delegação brasileira era formada por 486 atletas. Destes, havia 250 homens (51,5%) e 236 mulheres (48,5%). A diferença nunca foi tão pequena na história da delegação braslieira em pan-americanos. E isso não é por acaso.

“O mundo hoje está assim. Os países estão fazendo um investimento na performance feminina por entenderem que é um caminho concreto na conquista de medalhas. Também estamos com esse olhar. Nos causa maior interesse quando surge um valor do gênero feminino. Porque, em determinadas provas, existe uma possibilidade de crescimento mais rápido do que no masculino. Então, faz parte deste processo direcionar recursos a partir do momento que estas atletas surgem” afirma o diretor de esportes do Comitê Olímpico do Brasil Jorge Bichara.

Medalhas

Em números gerais, as mulheres nunca conquistaram tantas medalhas em um Pan quanto em Lima. Foram 66 ao todo (19 ouros, 10 pratas e 37 bronzes). A porcentagem em relação ao total, no entanto, diminuiu comparação com Toronto. Em 2019, as mulheres foram responsáveis por 38,6% dos pódios. Há quatro anos, esta fatia foi de 44,7%. O que mostra um caminho ainda a ser traçado.Pedido por visibilidade e apoioEntre os novos valores femininos que chamaram a atenção do COB no Pan estão Milena Titoneli, ouro no Taekwondo (67kg), Vitória Rosa, bronze nos 100m rasos e prata nos 200m do atletismo, e Larissa Pimenta, ouro no judô (52kg). Todas elas brigam por uma vaga em Tóquio-2020.

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