Pan-Americano: apesar de duas pratas na categoria BMX, atletas reclamam da falta de estrutura

Nos ano de 1980, a bicicleta BMX virou febre no Brasil, muitos adolescentes tentavam se profissionalizar na categoria esportiva, que começava a surgir, anos mais tarde, a modalidade virou olímpica e, em 2007 ela foi incluída nos jogos Pan-Americanos, realizado no Rio de Janeiro, até 2015, os Estados Unidos foi o maior vencedor, ganhando três vezes o ouro, Canadá, Argentina e Colômbia também possuem a principal medalha, o Brasil até então, tinha apenas uma prata.

Adriano Coelho
Colaborador do Torcedores

Crédito: Youtube

Para os jogos de Lima, a confiança de subir no principal lugar do pódio, era muita, mas, infelizmente o ouro não veio. A baiana Paola Reis e o mineiro Anderson Ezequiel, respectivamente 19 e 23 anos, presentearam o Brasil com as medalhas de prata, na competição BMX Racing, outros dois atletas brasileiros, quase trouxeram o bronze. Anderson já havia ficado em terceiro no mundial.

Apesar da alegria de ambos, a reclamação foi o fato do país até 2016 não possuir uma pista de supercross. Hoje temos duas, uma no Rio de Janeiro, e outra em Londrina, mas, segundo informações, são em lugares de difícil acesso, sem uma estrutura descente. Mesmo assim, eles são esperança para a Olimpíada de Tóquio.

Paola ficou 12 segundos atrás da colombiana Mariana Pajón, que acabou ficando com o ouro, o bronze ficou com venezuelana Stefany Hernandez. Segundo informações, existe também uma pista de bicicross na cidade de Paulínia/SP. Ao todo, o Brasil ganhou seis medalhas no ciclismo.