Resultado no Pan 2019 é comemorado pelo COB, que já pensa em 2020

Segundo lugar geral, com recorde de medalhas e de ouros foi muito festejado pelo comitê olímpico brasileiro que, no entanto mantém os pés no chão em relação às olimpíadas de Tóquio

Luiz Mutschele
Colaborador do Torcedores

Crédito: twitter oficial COB

O COB, mudando a postura em relação ao ciclo olímpico anterior, evitou estipular metas de medalhas e de resultados no Pan 2019, buscando diminuir a pressão em cima dos atletas e o resultado final acabou mostrando o acerto dessa decisão.

Em números:

Foram 171 medalhas totais (14 a mais que em 2007)

55 medalhas de ouro (três a mais que em 2007)

45 medalhas de prata (cinco a mais que em 2003 e 2007)

71 medalhas de bronze (seis a mais que em 2007)

41 modalidades diferentes conquistaram medalhas (uma a mais que em 2007)

Outra conquista a se destacar foi o segundo lugar geral, que não vinha desde 1963, no Pan realizado em São Paulo. A possibilidade era considerada real pelo comitê, mas o resultado, que veio com importantes medalhas em diversas modalidades em que o país não tem tanta tradição, superou as projeções internas do COB.

Medalhas inéditas e também vagas garantidas para olimpíada de Tóquio 2020

Foi um Pan com resultados nunca alcançados antes para o Time Brasil, que conquistou o primeiro título no Badminton, no arremesso de peso masculino, na maratona aquática, no boxe feminino, patinação feminina, taekwondo feminino e triatlo feminino. Além desses resultados, vale registrar também a primeira dobradinha no individual geral da ginástica artística, bronze no salto ornamental sincronizado masculino e na pelota basca, essas duas últimas, modalidades que o Brasil nunca tinha conquistado nenhuma medalha.

O Pan 2019 ainda assegurou ao Brasil 29 vagas para as olimpíadas de 2020 e são elas:

  • Handebol feminino (14 atletas)
  • Hipismo adestramento (três atletas)
  • Hipismo CCE (três atletas)
  • Hipismo saltos (três atletas)
  • Pentatlo moderno feminino (Maria Lêda Guimarães)
  • Tênis masculino (João Menezes)
  • Tênis de mesa (Hugo Calderano)
  • Tiro com arco (Marcus D’Almeida)
  • Vela classe 49er (dois atletas)

A única decepção ficou por conta da seleção masculina de Handebol, de quem também se esperava uma vaga para 2020, mas que agora dependerá de combinações de resultados para ter chance.

Saldo final do Pan e projeção para 2020

Jorge Bichara, diretor geral de esportes do COB, em entrevista coletiva neste último domingo (11), comemora a segunda colocação geral, mas não supervaloriza o desempenho em relação ao Canadá (potência olímpica das Américas):

“Fazendo uma análise geral, sem detalhar muito os desempenhos, o tamanho do Canadá em Pan-Americanos costuma ser esse mesmo, ficar entre 30 a 35 ouros. O desempenho em 2015, quando receberam os Jogos em Toronto e teve 78 ouros, é que foi acima da média”.

Ele também destacou a satisfação do comitê, que era classificar o país para o maior número de modalidades possíveis nesse Pan 2019 e afirma que o foco já é em Tóquio 2020:

“A partir de agora, já viramos a nossa chave para Tóquio. Mantivemos a nossa posição de destaque nas Américas, mas estamos iniciando a busca por mais vagas. Vamos aguardar até o final deste ano, após os Mundiais, para fazermos algumas projeções de resultados, mas um dos objetivos é seguir aumentando o número de esportes com medalha, que foram 12 nos Jogos da Rio-2016”.

Por fim, o dirigente mantém os pés no chão em relação ao trabalho que deve ser feito nesse próximo ano até os jogos:

“Temos completa consciência da realidade do Pan. Alcançamos nossos objetivos aqui. Vamos avaliar tudo que tem que ser feito para chegar a Tóquio em condições de competir em alta performance. Sabemos o degrau em que estamos e as dificuldades que vamos enfrentar para Tóquio”.

Leia mais:

É OURO! Brasil faz história, derrota os EUA e conquista o basquete feminino no Pan 2019