Romário se exalta contra seguradora de avião do acidente com a Chape: “É 171”

Senador pediu que o caso seja levado ao governo para uma resolução o mais breve possível

Cido Vieira
Jornalista em formação, e apaixonado por futebol desde criança. No Torcedores.com, trabalho como setorista do Botafogo e futebol nordestino

Crédito: Reprodução

Nesta quinta-feira (15), a Comissão de Relação Exteriores no Senado discutiu em audiência o caso de pagamento às famílias das vítimas do acidente aéreo da Chapecoense, ocorrido em novembro de 2016. Presente no local, o ex-jogador e agora senador da República Romário, se exaltou contra o representante da seguradora, Alex Stovold.

“Isso aqui não é brincadeira, nunca ajudou em p… nenhuma. É dissimulado e surdo. O que as famílias estão passando não é justo, elas precisam receber. Nós, juntos, temos de interceder ao governo. Uma solução precisa ser feita. Desculpa a palavra, mas é 171”, reclamou o senador.

Além de Romário, por sinal muito participativo nas conversas e perguntas ao representante, marcaram presença na audiência outros senadores ligados ao esporte, como a ex-jogadora de vôlei Leila Barros(PSB-DF) e o jornalista esportivo Jorge Kajuru (GO). Sobrevivente no trágico acidente, o zagueiro Neto também esteve presente acompanhado de seu advogado e fez um discurso emocionante.

O intuito das tratativas é fazer com que a seguradora Bisa, a corretora de seguros AON e os governos da Bolívia e da Colômbia se responsabilizem pelo acidente que matou 71 pessoas no voo LaMia 2933.

Até o momento, o valor referente ao seguro do avião ainda não foi pago. A maior indignação dos familiares é que em um documento obtido por eles é possível ver que a avaliação das apólices caiu de 300 milhões de dólares em 2015 para 25 milhões de dólares em 2016. A defesa da seguradora alega que a aeronave caiu em um local não previsto na área de cobertura.

Já os familiares rebatem afirmando que a falta de seguro no voo e os erros no plano de navegação – neste caso, a insuficiência de combustível, fator registrado em documentos do caso – indicam que a aeronave não deveria ter deixado a Bolívia, tampouco ter sido aceita na Colômbia.

Até o momento, a empresa conseguiu efetuar um acordo com 23 das 77 famílias das vítimas do acidente.

Nova audiência para discutir caso no Senado está marcada para a terça (20), desta vez com a presença do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL)

VEJA A AUDIÊNCIA NA ÍNTEGRA:

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