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Vôlei: Com o Brasil garantido em Tóquio-2020, veja o que o Renan precisa fazer agora

O Brasil garantiu a classificação para Tóquio-2020 após derrotar a Bulgária em jogo emocionante no último domingo (11), na casa do adversário. Sem alguns medalhões, a seleção disputa mais duas competições nesse ano

Andressa Fischer
Gaúcha, 22 anos | Escrevo sobre vôlei, futebol feminino e dupla Gre-Nal.

Crédito: Foto: Divulgação/FIVB

Os comandados de Renan Dal Zotto terão pela frente o Sul-Americano, que em tese garantiria vaga para os Jogos Olímpicos, e a Copa do Mundo, que apenas somará pontuação para o ranking mundial. Pensando nas duas competições, a seleção se reapresenta na segunda-feira (19), em Saquarema, e com novidades.

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Sem obrigação no restante da temporada, o treinador brasileiro deu folga para os experientes Lucão e Wallace, já pensando na disputa do próximo ano, e em poupar os principais atletas visando a olimpíada.

Para o lugar dos medalhistas olímpicos, foram chamados os opostos Abouba e Felipe Roque, o central Matheus Bispo, e o ponteiro Victor Birigui. Os três primeiros estiveram no grupo que foi bronze no Pan 2019.

O Sul-Americano será disputado entre 10 e 14 de setembro, no Chile, e a Copa do Mundo na primeira quinzena de outubro, no Japão. Antes, porém, a seleção masculina disputa uma série de dois amistosos contra a Argentina, nos dias 23 e 25 desse mês, em Calafate, na casa do adversário.

Renan não deve ter dor de cabeça para montar o time que vai à Tóquio-2020

A espinha dorsal da equipe brasileira não deve ficar de fora da olimpíada. São os jogadores que foram titulares na Rio 2016, e trouxe o tricampeonato: Bruninho, Lucarelli e Lucão.

Douglas Souza que esteve no grupo que foi campeão quatro anos atrás, apesar de não ter sido aproveitado, é outro que está quase garantindo o passaporte dele. Se o ponteiro seguir jogando no Taubaté nessa temporada, o que jogou no último Mundial pela seleção – e que foi inclusive eleito o melhor ponteiro da competição – é nome certo.

Chegado esse ano, após cumprir prazo de carência imposto pela FIVB para estrangeiros naturalizados, Leal ganha cada vez mais pontos na lista do técnico. Apesar de ainda se mostrar ineficiente na recepção, foi o nome da classificação brasileira para a olimpíada na vitória sobre a Bulgária.

A dúvida paira na quarta vaga entre os ponteiros. Maurício Borges não ofereceu segurança nos jogos em que esteve em quadra pela seleção neste ano, e inclusive é bastante questionado pelos torcedores. Lucas Loh não rendeu no Pan, e foi dispensado após a competição. Tanto um quanto o outro, se não fizerem uma temporada acima da média nos clubes, serão carta fora do baralho.

Capitão, Bruninho ainda é considerado titular incontestável da seleção. A briga fica para saber quem será o seu reserva. Após o excelente aproveitamento na Liga das Nações, Cachopa subiu de conceito. Resta saber se Willian ainda quer jogar com a amarelinha, mas terá que fazer uma boa temporada para se candidatar à Tóquio-2020.

Na saída de rede talvez a briga seja mais intensa. Com o baixo rendimento de Wallace, Alan se destacou em diversos na VNL, e tem a preferência de parte da torcida para ser titular. E com a dispensa do veterano, os canhotos Abouba e Felipe Roque foram chamados para esquentarem a briga com o jogador do Sesi. O primeiro fez um grande Pan, e merece a atenção de Renan.

Entre os centrais, Lucão hoje é o único que possa estar garantido. Flávio aparece como principal candidato para revezar com o campeão olímpico na quadra, depois das atuações seguras para um novato. Para a terceira vaga, Isac corre na frente de Maurício Souza, que não vive uma boa fase. O meio do Cruzeiro se mostra efetivo nos bloqueios e ataque, e tende a continuar assim no clube.

A maior dor de cabeça deverá ser na posição de líbero. Após a aposentadoria de Serginho na Rio 2016, a seleção brasileira não conseguiu encontrar nenhum substituto que chegasse para tomar posse do posto com naturalidade e segurança.

Thales, apesar de mais experiente ainda apresenta dificuldades no principal fundamento que domina, o passe. Além de demonstrar segurança e liderança no fundo de quadra, algo citado de forma recorrente nas transmissões dos jogos, e ainda não ter domínio na defesa, o que Maique domina quase perfeição, apesar de ter os mesmos problemas que o companheiro na recepção.

Quem pode surpreender, e roubar a vaga em Tóquio, é o libero da seleção no Pan, Rogerinho. Nos Jogos Pan-Americanos, o novo jogador de Taubaté foi um dos destaques da equipe brasileira, e do torneio, pelo desempenho acima da média no fundo de quadra. Dificilmente a bola caía no lado brasileiro. O que conta a favor do mineiro é a regularidade apresentada nos dois fundamentos.

Vote na enquete abaixo em quem você acha que merece uma chance em Tóquio-2020:

 

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