Sport: Ex-presidentes foram suspensos e podem ser investigados pelo MP

O Conselho Deliberativo do Sport analisará a responsabilidade de dois ex-dirigentes e acionará o Ministério Público para investigar as contas do clube.

Anderson Lima
Colaborador do Torcedores

Crédito: Facebook Oficial / Sport Club do Recife

O clima de tensão tomou conta da sede do Sport na noite da última terça-feira (13). O Conselho Deliberativo do clube realizou reunião ordinária do mês de agosto e decidiu por unanimidade três medidas importantes para o clube.

São elas:

  • instalar assembleia geral para apurar responsabilidade das duas gestões anteriores à atual – as dos ex-presidentes Arnaldo Barros e João Humberto Martorelli;
  • afastar os dois ex-dirigentes do quadro de sócios; e
  • encaminhar o relatório de análise de balanço do exercício financeiro de 2018 ao Ministério Público Estadual e Federal.

A assembleia geral terá a finalidade de votação da possibilidade de processo civil interno contra os dois ex-presidentes do Leão da Ilha do Retiro. O afastamento é temporário e pode culminar na expulsão do quadro social do Sport de João Humberto Martorelli e Arnaldo Barros, que dirigiram o clube nos biênios 2015/16 e 2017/18, respectivamente. O envio ao MP destina-se à investigação externa de possíveis crimes tributários e fiscais.

O atual presidente do Sport, Milton Bivar, afirmou que a atual crise financeira tem relação com as gestões anteriores.

Na reunião, o Conselho Deliberativo apresentou relatório feito por uma comissão especial. O documento, composto por 24 páginas, mostrou indícios de má gestão e chegou a sugerir punições em três âmbitos. Dois números foram destacados do balanço patrimonial do Sport: segundo a comissão, a dívida tributária estava em torno de R$ 2 milhões no fim de 2015 e chegou ao patamar de R$ 60 milhões em 2018 e o patrimônio líquido que reduziu de R$ 110 milhões em 2015 para R$ 20 milhões no fim de 2018.

Outros pontos abordados foram o adiantamento de cotas junto à TV Globo para televisionamento em 2015 e 2016 e adiantamentos de verbas a uma empresa classificada como fantasma no relatório.

Os dois ex-presidentes ainda não se pronunciaram com a mídia esportiva pernambucana sobre o ocorrido.

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