Você sabe por que o Brasileirão Série C é dividido em dois grupos?

O torneio mudou de regulamento diversas vezes, mas se solidificou nesse formato. Confira aqui o porquê da Série C ser assim hoje em dia e como era antes.

Anderson Lima
Colaborador do Torcedores.com.

Crédito: Divulgação: Site Oficial / Confederação Brasileira de Futebol

Surgida oficialmente em 1981, a Terceira Divisão do futebol brasileiro historicamente agregou o “grosso” dos times do país, representando boa parte do esporte fora do “Eixo Rio-São Paulo”. O número gigante de equipes disputando a competição diminuiu muito em 2009, quando a Série C começou a ser disputada por 20 times, pois houve a criação da Série D, que abarcou outras 40 equipes.

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Mas foi em 2012 que o Brasileirão Série C manteve no formato em que está atualmente. Entre 2009 e 2011, as disputas eram em quatro grupos de cinco clubes. Era uma forma de regionalizar mais os confrontos, uma vez que os times bancavam seus próprios custos de logística.

Em 2012, a CBF decide reformular a competição e dividi-la em duas chaves de 10 equipes cada, a fim de melhorar o calendário. Anteriormente, as equipes de Terceira Divisão tinham duas grandes paradas anuais: entre os Campeonatos Estaduais e a Série C; e após a competição nacional até o Estadual do ano seguinte. No modelo, que é seguido até hoje, os times disputam no mínimo 18 partidas em vez de oito, como antes. E somente os dois piores de cada grupo descem à Série D, permitindo que outros quatro subam e participem da edição posterior.

No primeiro ano nesta maneira, o calendário dessas equipes foi preenchido de maio a outubro, com a fase de mata-mata em novembro e a finalíssima em 1º de dezembro, o que facilitou a transmissão da competição pela TV. Para compensar o aumento de deslocamentos e partidas realizadas, a CBF arcou as despesas de logística dos participantes, o que ocorre até hoje e evita as (anteriormente constantes) desistências de equipes que não tinham respaldo financeiro para a competição.

Em 2012, o Grupo A foi formado pelas equipes das regiões Norte, Nordeste e mato-grossenses e o B, por times do Sudeste, Sul e os demais do Centro-Oeste. Ao longo dos anos, houve adaptações à formação das chaves, procurando agregar os mais próximos entre si, geralmente com os times do Centro-Oeste alternando entre Grupo A e B, conforme a composição dos 20 que disputavam.

Neste ano, houve algo curioso gerado pelo ocorrido nas Séries B, C e D em 2018: estão presentes 10 clubes nordestinos na competição. Diante das dúvidas se haveria realmente uma “mini-Copa do Nordeste no Brasileirão”, a CBF confirmou o grupo de apenas nordestinos. Com a consolidação do formato de chaves combinado com mata-mata, a tendência é que se mantenha a maneira de disputar a Terceira Divisão e que só se adapte conforme cheguem os novos integrantes, seja do rebaixamento da Série B, seja do acesso da Série D.

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