Análise: Aaron Rodgers, a cada temporada, se firma como um dos maiores da história

Quarterback dos Packers, Aaron Rodgers esperou por 3 anos para ser titular

Danilo Lacalle
Jornalista de formação, e atleta por opção. Especialista em esportes americanos e apaixonado por esportes radicais.

Aaron Rodgers é um QB tier 1. Isso ninguém tem dúvidas. Mas como ele ainda consegue se manter em excelente nível, mesmo não tendo um super ataque? A resposta é simples: talento, dedicação e consistência.

Um dos maiores Quarterbacks da história, tem 14 anos de NFL. Suas impressionantes mais de 43.500 jardas, 342 touchdowns e rating de 103 (anormal para uma carreira longa), trazem em números sua eficiência.

Ao longo dos anos, teve como recebedores: Jennings, Jordy Nelson, Davante Adams. Montgomery, Graham, Cook. Dentre diversos outros de média a grande importância na liga. Mas Aaron Rodgers nunca deixou seu nível cair, independente do elenco.

Em 2011, veio o título do Super Bowl XLV. Rodgers, Nelson e companhia mostraram uma sinergia melhor do que da época de Brett Favre. MVP por 2 anos e 5x Pro Bowler, terá seu nome carimbado no Hall da Fama do Green Bay Packers.

Ultimamente, o camisa 12 enfrentou dificuldades de jogo que interferiram – pela primeira vez – nos resultados finais. Com uma defesa que não estava tão bem, o QB teve que se reinventar. Todo jogo tinha que ser uma chuva de pontos, para compensar a enfraquecida secundária.

A reestruturação

Drafts pontuais começaram a “reerguer” a equipe acostumada aos playoffs. Reforços pontuais também trouxeram um outro aspecto para a equipe desta temporada.

Keving King e Blake Martinez na defesa estão dando um show, ao menos nessas primeiras partidas. Jimmy Graham e Davante Adams – que já vinham sendo muito consistentes – estão sendo cotados como tier 1. E, além disso, com a chegada do técnico Matt LaFleur, o jogo aéreo tem se equilibrado com o jogo corrido. Dando mais possibilidades para o ataque e para o segundo anista, Aaron Jones.

Jones, ano passado, sob comando de Mike McCarthy, não obtivera oportunidade. Nesta temporada, o Running Back draftado por Green Bay há dois anos, tem feito excelentes jogos. Aumentando o leque de opções e a margem de acerto de Aaron Rodgers, que ficou ainda menos previsível.

E qual o futuro de Aaron Rodgers?

Quando o Quarterback se lesionou contra os Vikings, em 2017, surgiram rumores de uma possível aposentadoria. O QB voltou, ainda em bom nível, para poucas partidas da temporada. Em 2018, logo na estreia, contra o Chicago Bears, Rodgers se lesionou novamente. Porém, voltou e comandou uma virada épica. Nas outras partidas, jogou sempre com uma bandagem no tornozelo, que acabaram limitando seus movimentos e “coelhos da cartola”.

Neste ano, a expectativa é que, além de saudável, ele se mostre como o usual: o terror das defesas adversárias. A agenda de jogos do Green Bay de Aaron Rodgers não está nada fácil. Mas isso é o que ele sempre enfrentou em sua carreira: adversidades gigantes, situações nada confortáveis e soluções geniais.

 

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