Assassinato pré-histórico em massa é descoberto em campo de hóquei, na Espanha

Um dos casos mais violentos já vistos na Península Ibérica é descoberto em necrópole de 6.200 anos, antes de ser construída instalação esportiva de hóquei

Danilo Lacalle
Jornalista de formação, e atleta por opção. Especialista em esportes americanos e apaixonado por esportes radicais.

foto: divulgação

Em 2007, foi iniciada uma escavação para construir um complexo esportivo de Hóquei. As escavadoras que permitem explorar o terreno para construir um campo de hóquei em San Fernando de Cádis pararam. Arqueólogos foram consultados para averiguar um enorme necrópolis de 59 tumbas construídas com 6.200 anos de idade.

Apesar do abismo temporal, todos os presentes apresentam os pilares das sociedades atuais. Classes sociais, desigualdade, culturas religiosas, amor, violência. Além disso, os cadáveres de um homem e uma mulher estavam fundidos em um abraço. Uma imagem que poderia ser arrastada para o mundo inteiro.

Agora, os investigadores do campo de hóquei analisaram os cadáveres na sepultura mais monumental e rica em todo o cimento. A conclusão é de que, em um dos casos mais violentos da história da península Ibérica, foi realizado um assassinato (e enterro) em massa. Uma verdadeira chacina.

A sociedade do campo de hóquei

San Fernando, uma ilha que foi fechada pelo mar das costas continentais, tinha o melhor desempenho possível contra invasores. Todos vivenciavam a agricultura, a caça e a pesca. Nas tumbas, o cimento se trata de um elemento importante e permanente. O analisador de DNA dos mortos viu que o material genérico de agricultores e caçadores europeus estavam preservados.

As sepulturas foram analisadas. Pelos tons de cinza, exames de carbono e outros testes, dados importantes foram descobertos. Fósseis de adultos de 30 e 45 anos mortos violentamente.

“Estas informações nos falam das primeiras desigualdades da sociedade humana”, explica Eduardo Vijande, arqueólogo da Universidade de Cádiz.

A antropóloga da Universidade de Granada, Lydia Sánchez-Barba, analisou os restos cranianos. Ela reconhece que é muito difícil localizar os detalhes destes homens encontrados, em outros países.

O estudo das tumbas

No local, é possível determinar o tempo entre um enterro e outro. “O que sabemos é que recebemos um rito funerário diferente do resto. Mais valioso e onde os filhos são únicos que sofrem lesões cranianas”, explica.

As escavações foram concluídas e as sepulturas foram retiradas e estão sendo estudadas. Sobre ela, agora, está o campo Municipal de hóquei Pablo Negre. Este, é usado também pela seleção espanhola de hóquei.

Provavelmente, os jogadores não sabiam – até agora – que jogavam sobre sepulturas de 6.200 anos. Que somente foi retirada após o início da construção do complexo esportivo (pois o campo, mais simples, já existia).

 

LEIA MAIS

Órgão esportivo da Inglaterra, Sport England anuncia três novos conselheiros

NFL: Tyrek Hill luta na justiça com ex mulher pela guarda de seus filhos