Deco analisa momento de Neymar e avisa: “futebol não é só finanças”

Enquanto resolvia seu futuro, o atacante ficou de fora dos compromissos do PSG neste início de temporada

Cido Vieira
Jornalista em formação, e apaixonado por futebol desde criança. No Torcedores.com, trabalho como setorista do Botafogo e futebol nordestino

Crédito: Divulgação/PSG

Na última janela de transferências, o atacante Neymar foi um dos grandes protagonistas. Insatisfeito no PSG, o jogador esteve bem próximo de rumar para o Barcelona e ainda foi sondado pelo Real Madrid, contudo, acabou permanecendo em Paris. Presente em uma feira de futebol realizada em Lisboa, o ex-jogador Deco analisou a “novela” envolvendo o brasileiro, e afirmou que o mesmo não é feliz no clube parisiense.

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“É muito difícil falar quando você não sabe toda a verdade. Sabemos um pouco pelo que lemos na imprensa. Neymar desde que saiu ficou com um olho para voltar, porque é normal. Foi uma decisão dele, e é muito difícil se adaptar a outro clube. Quando ele estava contente, feliz, tomou uma decisão. Ele sabe interiormente, não que tenha feito uma escolha ruim, mas que estava gostando de estar onde estava. O futebol não é só finanças, também é estar à vontade e feliz”, disse o ex-jogador em entrevista à Agência Efe, nesta quinta-feira (5) durante a Soccerex Oeiras.

“Ele é um profissional, é um menino espetacular. Mas entendo que o clube não queira perder um jogador como ele e compreendo que o Barcelona quer que ele volte. São situações complicadas”, continuou Deco.

Deco que atualmente trabalha agenciando jogadores, entre eles, o brasileiro Fabinho, que defende o Liverpool, também falou sobre o ex-companheiro de Barcelona, o espanhol Xavi Hernández, agora técnico no Qatar.

“Xavi para mim, sempre foi um jogador não muito valorizado no Barça, nunca lhe deram, no início, o devido valor, mas teve a sorte de conquistar coisas importantes pela sua seleção, e isto lhe deu confiança para que fosse o que se tornou no Barça. Em 2008, ele explodiu e foi, para mim, durante cinco ou seis anos, o melhor meio-campista do mundo”, opinou.

“Iniesta era um caso diferente. Era sempre um jogador importante, que foi crescendo com o tempo. Os dois representam o máximo que um jogador de meio-campo pode ter e representam muito o estilo do Barça e o que é a seleção da Espanha”, completou.

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