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Diego Silva, jogador do Náutico, relembra lesão e se emociona: “Não sabia se voltaria a jogar”

Em 2016, o zagueiro sofreu uma lesão seríssima no joelho e quase encerrou a sua carreira de forma precoce.

Arthur Fernandes
Apaixonado por esportes, Arthur Fernandes nasceu na cidade do Rio de Janeiro e tem 4 anos de experiência em jornalismo esportivo. Em suas horas vagas, Arthur costuma aprender novos idiomas para melhorar a sua comunicação. Além disso, o mesmo é torcedor fanático do Orlando City (futebol) e do SESC RJ (vôlei).

Crédito: Divulgação / Náutico

Atualmente jogando pelo Náutico, Diego Silva é titular absoluto, ajudou a equipe pernambucana a conseguir o acesso para a Série B de 2020 e disputará a final da Série C no próximo domingo (29). A partida da grande decisão será entre Náutico e Sampaio Corrêa. Entretanto, o caminho para chegar até aqui não foi fácil para o defensor.

Em 2016, quando o zagueiro ainda vestia a camisa do time sub-23 do Santos, acabou lesionando o menisco e colocou um ponto de interrogação na sua carreira. Este momento foi lembrado pelo atleta durante a entrevista coletiva desta quarta-feira (25).

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“Quando estava aqui, em 2015, tive uma lesão no menisco. Fui para o Santos. Poucos meses depois, descobri que tinha lesão de cartilagem. Fui tentando vários métodos para evitar uma nova cirurgia, fiz infiltração, tentei de várias formas, mas infelizmente tive que fazer. Serrar um osso para colocar uma placa e não ter mais impacto de osso com osso, já que eu estava sem menisco. Era uma cirurgia nova. Não é como a de ligamento, por exemplo, em que você sabe que depois de seis meses você vai voltar. O médico falou abertamente. Ligaram para minha família, que foi para Santos, para ter certeza de que faria a cirurgia. Ele não deu certeza de que voltaria a jogar futebol. Ia fazer a cirurgia para ter uma melhora na vida pessoal, mas havia uma interrogação”, disse o zagueiro.

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Mediante ao ponto de inflexão que estava passando, Silva precisou de todo o apoio familiar e amparo através de sua crença. Após o procedimento cirúrgico, passou a jogar pelo Nacional da Ilha da Madeira (POR) e, neste ano, chegou ao Náutico.

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“Foi um momento muito complicado. Precisei dos familiares, minha segunda filha ia nascer. Aquilo mexeu comigo. Mas Deus é tão bom que pude voltar, estou aqui podendo disputar minha final. Eu me emociono porque foi muito difícil. Com poucos meses após a cirurgia, ainda não tinha data prevista. Ninguém sabia o prazo certo, mas mantive bastante o foco. Passei três meses sem pisar no chão, o osso consolidou bem, a evolução foi boa e pude voltar a fazer o que mais amo. Este ano está sendo diferente, estou tendo oportunidade de jogar. Espero fechar a temporada fazendo esses dois jogos da final, chegando a 29 na temporada. Quando vim, estava meio desacreditado, mas vi como uma oportunidade surgindo e tinha que aproveitar. Nunca deixei de trabalhar”, relatou Diego Silva.

Confira o vídeo da entrevista:

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