Ex-árbitro Simon vê aspectos positivos no VAR, mas fala o que tem que melhorar no árbitro de vídeo

Para Simon, não é adminissível o jogo ficar parado por mais de cinco minutos em função do VAR.

Daniel Borges
Colaborador do Torcedores

Crédito: (Foto: Rafael Brayan)

Carlos Eugênio Simon, 54, é jornalista e tem pós-graduação em Ciência do Esporte. Porém, foi como árbitro de futebol que ele coleciona conquistas e uma carreira extensa. Já foi juiz em partidas pela Copa do Mundo de 2002 e de 2006, além de apitar as finais de diversos campeonatos nacionais. Entre eles, estão as finalíssimas do campeonato brasileiro entre 1997 a 1999.

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Naquela época, ainda não se discutia o uso do árbitro de vídeo. Para Simon, a chegada do VAR é um gol a favor que o futebol fez nos últimos tempos, mesmo que demore um tempo para se consolidar. “É uma ferramenta que veio para ficar”, afirma o ex-árbitro. Ao ponderar um fato que o incômoda no uso do árbitro de vídeo. “Eu acho que está demorando muito na decisão, o tempo de espera é muito grande. É inadmissível o jogo ficar parado por 8,9,10 minutos par ao árbitro tomar uma decisão”.

Ao fazer uma comparação com a Premier League, que tem sido lembrada por comentaristas como a liga que melhor soube aproveitar ao máximo o VAR, Simon lembra que o campeonato inglês começou a pouco tempo, com apenas três rodadas realizadas. Porém, elogiou a divulgação de imagens, que começou na Inglaterra e já foi adotada por vários países, inclusive o Brasil. “Eu acho que quanto mais transparente for, melhor é. Acho que tem que publicar os aúdios, mostrar as imagens no estádio”

Segundo o ex-árbitro FIFA, quanto mais transparência tiver o VAR, melhor para o futebol. “Não vejo problema entre o que o VAR e o árbitro central falam, acho que é público e notório”.

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