Gabriel Barbosa: Maurício Capela analisa o desempenho do atacante do Flamengo, agora na seleção de Tite

Artilheiro do Campeonato Brasileiro, com 16 gols, e mais participativo no jogo, o Gabigol desembarca na Seleção Brasileira pela segunda vez

Maurício Capela
Jornalista há 25 anos, Maurício Capela é comentarista esportivo há mais de uma década e hoje está na Super Rádio. Foi escolhido pela Associação do Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo (Aceesp) como um dos três melhores na função em televisão, em 2016, quando atuava pela RedeTV!. Com passagens pelas rádios 105 FM, Tri FM de Santos (SP), Tropical FM, entre outras, o profissional tem larga experiência também no jornalismo impresso e digital. Além de ter mantido blog sobre esportes no Estadão, militou em Veja, Valor, Gazeta Mercantil e outros.

Crédito: Getty Images

O Brasil tem um nome camisa 9: Gabriel Barbosa, melhor, Gabigol. Artilheiro do Campeonato Brasileiro, com 16 gols, o hoje atacante do Flamengo parece ter reencontrado o seu melhor futebol no clube do Rio de Janeiro. A tal ponto que o destino final só poderia ser esse mesmo: a convocação por parte do técnico Tite para os amistosos contra Senegal e Nigéria nos dias 10 e 13 de outubro em Singapura.

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Essa, contudo, não será a primeira vez de Gabigol na Seleção Brasileira. Não. Em 2016, sob o comando do técnico Dunga, o atacante disputou a Copa América Centenário. Mas foi só. De lá para cá, nenhuma oportunidade, até porque o seu desempenho também despencou, principalmente no futebol europeu.

Com a ajuda do FootStats, no entanto, fica fácil perceber que o momento de Gabriel Barbosa é especial. Se no Campeonato Brasileiro deste ano, em 19 jogos até aqui, o atacante já fez 16 gols; em todo o nacional do ano passado, o atleta à época do Santos balançou as redes 18 vezes em 35 rodadas. E em 2016, por exemplo, anotou 5 gols em 11 jogos, antes de se transferir para a Internazionale de Milão da Itália.

Assistências

Muito embora seja um definidor por natureza, a versão 2019 de Gabigol parece ser mais colaborativa. Na temporada 2019 até aqui, contabilizando Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil, Libertadores e Campeonato Carioca, o atacante rubro-negro foi responsável por 7 assistências.

Parece pouco, mas não é.  Porque na temporada 2018, por exemplo, somadas as assistências nas mesmas competições descritas acima, o atacante então do Santos só realizou 2 assistências. E, em 2016, 4. No caso de 2016, vale o esclarecimento: o Santos não disputou a Copa Libertadores de América.

Desafio

Em outras palavras, o hoje atacante do Flamengo desembarca na Seleção Brasileira sob uma nova perspectiva: a de recuperar a mística da camisa 9. O Brasil vive um vácuo nessa posição desde o fim da carreira de Ronaldo. À época, esperava-se que o natural substituto fosse Adriano, o Imperador, mas o promissor atleta decidiu colocar um ponto final em sua carreira àquela altura.

Portanto, depois de ostentar um sequência Careca, Romário e Ronaldo, a Seleção Brasileira, hoje, vive de promessas na posição ou de jogadores que exatamente ainda não estão prontos. Gabigol, hoje mais maduro, aos 23 anos, e ostentando a condição de referência em um Flamengo pujante, poderá assumir um posto que está vago e à procura de uma solução definitiva. Se conseguir, será o seu gol de placa.

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