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Godín: em entrevista, zagueiro uruguaio fala da chegada à Inter e sua vida em Milão

Diego Godín, ex-Atlético de Madrid e hoje na Inter de Milão, concedeu entrevista a jornal espanhol e declarou: “Sou novo, não me sinto ‘chefe'”.

Cleverton Silva
Colaborador do Torcedores.com.

Crédito: Reprodução/YouTube/Canal Oficial da Inter de Milão

O zagueiro uruguaio Diego Godín concedeu entrevista ao jornal Marca, da Espanha. Essa foi a primeira vez que o ex-jogador do Atlético de Madrid falou à um jornal espanhol desde que chegou à Inter de Milão. Entre os assuntos abordados, Godín foi perguntado sobre como se sente no vestiário da nova equipe, a mudança de vida entre Madrid e Milão e diversos outros assuntos.

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Perguntado sobre como estava sendo sua vida em Milão, Godín disse que pouco conheceu da região. Contudo, se diz feliz.

“Eu tive pouco tempo. Entre viagens e treinamentos em Appiano Gentile (CT da Inter de Milão], não pude fazer muito. Eu conheci recentemente o Duomo (Catedral de Milão). Aqui, nós comemos e jantamos antes, tipo 20h00, e estamos nos adaptando. Ter um compatriota [Matías Vecino] na equipe e Borja Valero facilitou tudo. Estou feliz.”, declarou o zagueiro.

Apesar de ter acabado de chegar à Inter de Milão, Godín é um dos mais experientes da equipe. Entretanto, ele não se vê como o “chefe”, ou “xerife” do time.

“Eu não me sinto chefe. É como qualquer um que chega a um novo emprego. Você tem que ir pouco a pouco, mesmo se você levar nove anos, como anteriormente (em referência ao número de anos em que atuou no Atleti). Não é meu estilo chutar portas ou impor. Sim, eu me sinto importante, sim. Eles conhecem minha trajetória, sabem quem você é, mas eu remo como todos, sendo capitão ou não. E eles me ajudam muito: eu entendo quase tudo em italiano, mas às vezes acho difícil me expressar.”, afirmou o uruguaio.

Velha Guarda

Godín é profissional desde 2003, quando estreou na primeira equipe do Cerro, do Uruguai. perguntado sobre como era o respeito para com os veteranos antigamente, Godín disse que tudo mudou.

“Sim, tudo mudou, sem mencionar esta ou aquela equipe. No Uruguai, experimentei a transição entre os vestiários com códigos mais antigos e os de hoje, onde há outra perspectiva do futebol, mais voltada para o físico no time profissional.”

Mudança de esquema tático na Inter de Milão e volta às origens

A equipe de Antônio Conte costuma jogar com três zagueiros. Esse sistema facilitou inclusive para que Godín fosse mais ofensivo, dando até assistência. O zagueiro uruguaio falou sobre isso.

“Nós treinamos isso muito no jogo anterior [risos]. E sim, eu conduzo muito mais a bola ao ataque agora. Tenho que começar o jogo à direita, ser a primeira linha de passe para o meio ou para as laterais. Devo ter uma tensão especial porque Conte me posiciona mais a frente. É uma mudança desde o Atlético, mas acho que tenho inteligência suficiente para me adaptar.”, falou o uruguaio.

” Todos os jogadores gostam da bola no fundo. E aqui tenho a missão de que a bola avance. Eu corro mais adiante e, portanto, também para trás. É o que Conte me pede.” afirmou.

Táticas italianas e Scudetto

Foi perguntado à Godín se o futebol italiano é mais tático ou físico que o espanhol.

“Eu já vi isso muito físico, embora o Calcio tenha mudado muito e já existam muitos gols e jogos abertos, com equipes que priorizam a saída da bola, que joga abaixo. Por enquanto, eu a notei mais física do que tática.”

Já sobre um possível Scudetto, Godín afirmou que é cedo demais para falar sobre isso.

“Fale sobre ser candidato … veremos. A Juve vem adicionando jogadores a um time que já está formado há muitos anos. É uma grande vantagem. Mas o clube (Inter de Milão) é ambicioso, queremos lutar contra tudo, mas … é muito cedo para falar sobre o fim. Haverá tempos difíceis, com certeza.”

Possível volta ao Atlético de Madrid no futuro

Sobre uma possível volta ao clube madrilenho, como técnico ou qualquer outro cargo, Godín declarou que não sabe como será o futuro.

“Eu não sei. Nem sei se vou ser técnico ou outra coisa. Ainda não pensei nisso. Vivo para jogar, o que já é algo vertiginoso. Eu não paro para pensar. E quando terminar de jograt, quero descansar! A Copa do Mundo de 2022? Se eu puder, eu estarei lá. E se o treinador uruguaio me convocar, é claro.”

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