Griezmann afirma apoiar a paralisação de partidas por conta de homofobia e racismo

Antoine Griezmann, atacante do Barcelona e campeão do mundo pela França, diz apoiar a medida em casos de racismo e homofobia no futebol

Cleverton Silva
Colaborador do Torcedores.com.

Crédito: Miguel Ruiz - FC Barcelona

A homofobia é algo que acontece constantemente nos campos de futebol pelo mundo, e nos estádios da França, país que é o atual campeão da Copa do Mundo, os casos de preconceito contra homossexuais tem crescido cada vez mais.

Conheça a 1xBet:

Um novo jeito de fazer sua aposta esportiva!

Você conhece o canal do Torcedores no YouTube? Clique e se inscreva!

A medida que tem sido utilizada para quando houver cânticos homofóbicos em estádios franceses é a paralisação da partida. A medida, claro, causou burburinho, mas vem recebendo apoio de grandes nomes do esporte bretão. E Griezmann não fugiu de dar sua opinião, em entrevista à RTL.

“Para mim, é muito bom que parem as partidas quando tiver cânticos homofóbicos ou racistas. Se nós pararmos as partidas, as pessoas não ficarão felizes e então vão parar com as músicas”, afirmou Griezmann.

Quem diverge de Griezmann é o presidente da Federação Francesa de Futebol, Noël Le Graët. O dirigente não gostou nada da medida tomada no jogo entre Nice e Metz, em que a partida foi interrompida por conta de cânticos homofóbicos por parte da torcida do Metz.

“Parar as partidas não me interessa. É um erro. Pararia um jogo por causa de gritos racistas, pararia uma partida por causa de uma briga, por causa de incidentes se houver perigo nas arquibancadas, mas não é o mesmo”, falou Le Graët.

Enquanto Le Graët e Griezmann divergem, a homofobia vai crescendo nos estádios. Segundo o jornal inglês The Guardian, desde o início da temporada europeia foram reportados cerca de 20 casos de homofobia na Copa da Liga e nas duas principais divisões.

Emmanuel Macron, presidente da França, se colocou a favor de que partidas em que aconteçam cânticos homofóbicos sejam paralisadas ou até mesmo suspensas. Alguns técnicos se posicionaram contra a homofobia, como André Vilas-Boas (Olympique de Marselha), Patrick Viera (Nice) e Didier Deschamps (seleção francesa).

LEIA MAIS