Olimpíadas 2020: Como as modalidades brasileiras estão se preparando?

Com programas e persistência. O comitê brasileiro tem se mostrado cada vez mais preparado para as Olimpíadas de 2020 em Tóquio

Danilo Lacalle
Jornalista de formação, e atleta por opção. Especialista em esportes americanos e apaixonado por esportes radicais.

Crédito: Reprodução/Instagram (@timebrasil)

Tóquio já começou a dar boas-vindas para os Jogos Olímpicos de 2020. Com o sucesso das primeiras Olimpíadas realizadas na América do Sul, os japoneses já têm a receita para o sucesso dos próximos Jogos. Eles querem trazer a autenticidade.

Canoagem

O esporte brasileiro poderá ver em Tóquio a concretização de seu maior atleta olímpico. Isso porque, nas Olimpíadas no Rio de Janeiro, ele já chocou. Isaquias Queiroz, aos 26 anos, pode se tornar o maior medalhista do País. O baiano da canoagem de velocidade ganhou três medalhas no Rio (duas de prata e uma de bronze). Caso repita o feito no Japão, deixará para trás dois ícones olímpicos do País: os velejadores Torben Grael e Robert Scheidt, que subiram cinco vezes ao pódio, cada.

Judô

A modalidade foi a que mais deu medalhas para o Brasil. Nos Jogos Olímpicos Rio 2016 não rendeu o esperado, embora tenha faturado ouro com Rafaela Silva e bronzes com Mayra Aguiar e Rafael Silva. O Japão, berço do judô, também passará por grandes renovações. Então, o Brasil também não vai ficar de fora delas. A campeã olímpica de Londres 2012, Sarah Menezes deve sair do peso-ligeiro (até 48kg) e subir para o meio-leve (até 52kg).

“Fizemos uma série de treinamentos neste ano olímpico com atletas de até 23 anos. Já estamos pensando em uma renovação e em identificar esses talentos. Trouxemos alguns deles para o Rio, como apoio, e para que eles pudessem vivenciar esse ambiente. É uma possibilidade de crescimento que acreditamos que possam brigar por vaga no próximo ciclo”, disse Ney Wilson, coordenador técnico da seleção, ao R7.

Novidade nas Olimpíadas

Esportes Radicais

Após o Brasil superar o seu recorde de 19 medalhas, podem sonhar ainda mais alto em 2020. Cinco novos esportes foram confirmados pelo COI: surfe e skate – duas modalidades nas quais o País possuiu campeões mundiais – beisebol/Softbol, karatê e escalada. Por ter atletas bem ranqueados no skate e no surf, se espera que o Brasil consiga, sim, medalhas. Participando de mundiais fortes, os atletas brasileiros esperam chegar em alto nível nas Olimpíadas.

Programas aos atletas

O Governo Federal indicou, no começo deste ano, que os programas de apoio aos atletas serão mantidos. Os frutos do Programa Atletas de Alto Rendimento (Paar), criado em 2008, visam também os próxmimos jogos. E para Tóquio 2020, a promessa do Governo é ampliar o número de esportistas beneficiados. Tanto pelo Paar quanto pelo Bolsa Atleta.

Metade dos 16 atletas que participaram do Vivência Olímpica em Londres 2012 conquistaram vaga para os Jogos Rio 2016. Quatro deles saíram com medalha no peito: Thiago Braz (atletismo), Isaquias Queiroz (canoagem), Felipe Wu (tiro esportivo) e Martine Grael (vela).

 

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