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Papo Tático: Copa do Brasil é a nova conquista do Athletico Paranaense na “era Tiago Nunes”

Furacão venceu o Internacional por 2 a 1 em pleno Beira-Rio e conquistou mais um título inédito; Copa do Brasil premia trabalho de Tiago Nunes à frente da equipe

Luiz Ferreira
Produtor executivo da equipe de esportes da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, jornalista e radialista formado pela ECO/UFRJ, operador de áudio, sonoplasta e grande amante de esportes, Rock and Roll e um belo papo de boteco.

Crédito: Reprodução / Twitter / Athletico Paranaense

Talvez o grande nome da conquista da Copa do Brasil pelo Athletico Paranaense esteja fora de campo. O trabalho de Tiago Nunes é qualquer coisa de espetacular. Sua equipe tem uma ideia, um estilo de jogo bem definido e uma força coletiva poucas vezes percebida nesses últimos anos no país. Não é exagero afirmar que o CAP foi melhor do que o Internacional nas duas partidas da decisão da Copa do Brasil e que seus conceitos marcaram presença na vitória desta quarta-feira (18) em pleno Beira-Rio.

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É bem verdade que o Athletico Paranaense entrou em campo um pouco mais acuado do que o normal. Bruno Guimarães não repetia a boa atuação da partida de ida e sobrecarregava Wellington na proteção da zaga. Ponto esse que o Internacional tentava aproveitar na base do abafa e das bolas longas para Nico López (talvez o melhor em campo do lado colorado) buscar Guerrero no comando de ataque. O 4-1-4-1 quase imutável de Odair Hellmann tinha em Edenílson e Patrick seus pilares centrais. O primeiro infiltrava na área adversária e o segundo dava a intensidade necessária na marcação.

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O Internacional precisava da vitória e tratou de se lançar ao ataque. Com a posse da bola, o time de Odair Hellmann era vertical e dava trabalho ao Athletico Paranaense no seu usual e quase imutável 4-1-4-1 com Edenílson e Patrick tendo importância fundamental nesse processo. Foto: Reprodução / TV Globo

Mas o Athletico Paranaense sabia muito bem o que fazer com a bola. Como no contra-ataque que originou o gol de Léo Cittadini. Rony recebe pela esquerda e passa para Marco Ruben. Este abre o espaço no meio da zaga do Inter e passa a bola para o camisa 18 que toca na saída de Marcelo Lomba. Todos esses movimentos do 4-2-3-1 bem desenhado no Athletico Paranaense e dentro dos preceitos defendidos por Tiago Nunes. O Furacão tem um estilo bem definido, de força coletiva e de jogadores que sabem exatamente o que devem fazer nas mais diferentes situações do jogo.

Rony parte pela esquerda e aciona Marco Ruben. Este traz consigo a marcação colorada e abre espaço para a chegada de Léo Cittadini que ataca o espaço deixado pelo argentino e fica frente à frente com Marcelo Lomba. O primeiro gol do Athletico Paranaense traz muitos dos conceitos de Tiago Nunes na equipe. Movimentação quase perfeita do 4-2-3-1 proposto pelo treinador. Foto: Reprodução / TV Globo

A vida de Tiago Nunes e do Athletico Paranaense acabou sendo facilitada pelas mexidas equivocadas de Odair Hellmann. O deslocamento de Edenílson para a lateral e a saída de Patrick deixaram o Internacional sem a intensidade necessária para pressionar o Furacão e se manter no ataque. Nonato e Rafael Sóbis até começaram bem, mas caíram junto com toda a equipe gaúcha. Ao mesmo tempo, Tiago Nunes respondia com a entrada de Marcelo Cirino no lugar de Marco Ruben para dar mais mobilidade ao ataque. E foi o camisa 10 quem fez a (belíssima) jogada do gol de Rony já nos acréscimos, premiando mais uma atuação segura do time paranaense.

Não é exagero nenhum afirmar que existe o “antes” e o “depois” de Tiago Nunes no Furacão. É praticamente impossível mensurar a importância do treinador na história do clube. Ainda mais depois de títulos importantes como a Copa Sul-Americana e a Copa do Brasil. Como dissemos anteriormente, o Athletico Paranaense é um time com uma ideia muito bem elaborada do que é seu jogo dentro de campo e talvez a equipe com o melhor jogo coletivo do país. Vale destacar aqui as atuações de Bruno Guimarães, Robson Bambu, Santos, Wellington, Léo Cittadini, Marcelo Cirino, Khellven, Nikão, Rony e muitos outros nessa conquista.

Mas o “cara” do título é o técnico Tiago Nunes. A semente do Athletico Paranaense vencedor nasceu em 2018, quando ele assumiu o time logo após a demissão de Fernando Diniz. O resto é história. E taças. Muitas taças.

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