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Paulo Nobre explica polêmica sobre a Blackstar e fala em “palhaçada” por sindicância: “Todos conhecem meu caráter”

Ex-mandatário Alviverde afirma ter achado “extremamente ofensivo” a abertura da sindicância pelo caso

Danielle Barbosa
Jornalista. Escrevendo para o Torcedores desde 2014.

Crédito: Reprodução/TV Gazeta

O ex-presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, tem evitado falar com a imprensa desde que se afastou completamente do clube no final de seu segundo mandato, em 2016. No ano passado, porém, seu nome foi envolvido em uma polêmica na vida política do Verdão, ao ser apontado como responsável por apresentar a Blackstar, uma empresa que apareceu interessada em patrocinar o clube junto com a Crefisa.

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A empresa antes desconhecida, sempre representada por Rubnei Quicoli, chegou a apresentar uma oferta de patrocínio no valor de cerca de R$ 1 bilhão por 10 anos de contrato. Desconfiado, o presidente Maurício Galiotte afirma ter descoberto que a empresa, na verdade, era uma fraude. Diante dessa situação, o clube abriu uma sindicância para investigar e discutir o caso, além de punir os responsáveis.

Nobre garante ter tido a melhor das intenções ao apresentar a empresa ao então candidato à presidência, Genaro Marino. Em entrevista à TV Gazeta, o ex-presidente do Palmeiras explicou o caso. “Em uma entrevista extremamente infeliz, a mulher do dono do patrocinador (Leila Pereira, esposa de José Roberto Lamacchia) falou que, se o candidato dela não ganhasse, sairia do clube. Então, uma pessoa interessada em fazer uma proposta de patrocínio ao Palmeiras me procurou.”

Expliquei que estava 100% afastado da vida política e que, se ela quisesse, poderia apresentá-la à cúpula da oposição. Eu só fiz uma exigência: o patrocínio tem que ser do Palmeiras, ganhe a oposição ou ganhe a situação”, relembrou.

Quando eu recebi uma convocação para uma sindicância, como se eu pudesse ter feito algo prejudicial ao clube, depois de tudo que me matei por quatro anos… não foram só quatro anos de presidente, eu estava na política do Palmeiras desde 1997, são 22 anos militando na política do clube. Todos conhecem meu caráter e minhas intenções. Pelo fato de fazerem essa palhaçada que foi a sindicância, achei extremamente ofensivo”, disparou Nobre.

O ex-mandatário alviverde admitiu ainda que esse foi o que causou sua renúncia ao conselho. “Achei um absurdo eu participar de uma sindicância por ter apresentado uma pessoa que, eventualmente, se interessou em patrocinar o clube. A partir do momento em que a coisa chegou nesse nível, falei: ‘numa boa, não tenho mais motivação e, acabada a sindicância, podem me considerar oficialmente fora do Conselho’”, completou.

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