Por que o Brasil é mandante e vai jogar os amistosos nos Estados Unidos?

Seleção enfrenta a Colômbia nesta sexta-feira (06) e o Peru na próxima quarta (11)

Matheus Leal
Colaborador do Torcedores

Crédito: Lucas Figueiredo/CBF

A seleção brasileira está de volta aos gramados. Após o título da Copa América 2019, o Brasil encara seus primeiros amistosos nos próximos dias e inicia a preparação para a Copa do Mundo 2022. Com novidades, Tite pretende uma reformulação de olho no Mundial do Qatar.

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Nesta sexta-feira (06) e na próxima quarta (11), o Brasil encara Colômbia e Peru, respectivamente. Ambos os jogos acontecem nos Estados Unidos mesmo com a seleção brasileira sendo mandante das partidas. Mas por quê isso acontece? O Torcedores.com explica:

Fora os adversários, a CBF pouco participa das organizações dos jogos da seleção brasileira. Em 2006, a ISE, empresa de fachada nas Ilhas Cayman, fechou contrato polêmico com Ricardo Teixeira, até então presidente da Confederação Brasileira de Futebol, e comprou os direitos de todos os jogos do Brasil.

O contrato foi renovado em 2011 por mais dez anos. Sendo assim, a ISE segue com os direitos dos amistosos da seleção até 2022. Por isso, pode fazer o que achar melhor e colocar os jogos onde analisar ter um maior apelo e poder de arrecadação. Em troca, paga um valor fixo para a CBF na casa de R$ 4 milhões na cotação atual do dólar, mais R$ 8,2 milhões da Pitch, empresa que faz todas as operações das partidas. Em contrapartida, recebe toda renda de bilheteria.

“A ISE é a única parte responsável pelos ingressos das partidas e outros eventos relacionados e terá o direito exclusivo de vender ou oferecer os ingressos dessas partidas e eventos, de receber toda a renda vinda da venda de ingressos, de designar os lugares dos espectadores, de definir os preços dos ingressos e de realizar qualquer outro ato relacionado aos mesmos”, mostra o contrato, que foi revelado pela Revista Exame, em 2015.

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