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Rafaela Silva se defende após doping e diz que substância pode ter vindo de criança

Judoca Rafaela Silva foi flagrada em exame antidoping feito no Pan de Lima e negou uso de substância proibida pelo controle de dopagem

Rafael Alaby
Rafael Alaby é jornalista diplomado pela FIAM (Faculdades Integradas Alcântara Machado), com passagens pela Chefia de Reportagem de Esportes, da TV Bandeirantes, em São Paulo e site KiGOL. Pós-graduado em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte (FMU)

Crédito: Foto: Reprodução/SporTV

Em entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira, a judoca Rafaela Silva, medalhista de ouro na Rio 2016, se defendeu do caso de doping de exame feito durante o Pan-Americano de Lima, no Peru. O teste foi realizado em 9 de agosto, dia em que competiu na competição.

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A carioca revelou que a substância revelada no exame foi fenoterol, usada no tratamento de doenças respiratórias como asma, e negou ter tomado qualquer substância proibida. Um outro exame foi feito em 29 de agosto, no Mundial de Judô, em Tóquio, mas desta vez testou negativo.

“Dei positivo para a substância fenoterol. Estou aqui para falar. Não tomo remédio, não tomo bebida alcoolica, só tomo gel de carboidrato quando passa nos intervalos da luta. Não pego garrafinha de ninguém. Sempre tive muito cuidado. Estou na mira, no alvo do grupo da Wada desde 2009 e 2010. Sempre fiz meus testes, sempre cumpri a programação. Fiquei sabendo há um tempo, mas como o Flávio (Canto, ex-judoca) colocou aqui, não tinha nada concreto ainda, o resultado dos exames. Já competi depois, fiz outro exame e deu negativo”, disse Rafaela Silva.

A judoca negou o uso de bombinha de asma e alegou que a substância pode ter vindo da filha de uma amiga que chupou o seu nariz.

“Não faço uso dessa substância, não tenho asma, não tenho nada, nem tenho autorização para usar essa substância. Antes do Pan minha competição foi o Grand Slam de Budapeste. Eu fiquei vendo meus dias todos, pensando o que podia ter acontecido. E a única pessoa que fez uso dessa substância foi a Lara, filha de uma amiga minha que treina no Instituto Reação. Eu tenho essa mania de dar o nariz para o neném chupar. Como Cameron me explicou um pouco, conforme ela vai chupando meu nariz, eu inalo o que ela manda para meu corpo. Pode ter sido uma das maneiras”, declarou.

“Sempre tive muito cuidado por ser atleta, por não querer passar por um momento como esse. Mas nunca imaginaria que pegaria uma criança de seis meses no colo que faz uso dessa substância e numa brincadeira, num ato de sempre ter esse costume de brincar com meu sobrinho, minha sobrinha, que hoje tem 14 anos, eu sempre dou meu nariz para as crianças brincarem chupando como se fosse uma mamadeira. E uma dessas crianças que eu brinquei fez uso dessa substância e pode ser como entrou no meu corpo”, completou.

Vale destacar que Rafaela não está suspensa preventivamente, mas pode perder a medalha de ouro conquistada no Pan de Lima. A decisão deve sair na semana que vem.

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