Scola fica entre Real Madrid e Boca Juniors após grande Mundial de Basquete

Depois de ser o principal jogador argentino no vice mundial da Argentina e com a possibilidade de disputar mais uma olimpíada, Luis Scola ainda precisa decidir onde jogará

Luiz Mutschele
Colaborador do Torcedores

Crédito: Site oficial FIBA

A excepcional campanha da Argentina no Mundial, quando foi vice-campeã perdendo para a Espanha na final, teve como principal estrela do grupo o veterano ala-pivô Luis Scola, que mesmo com 39 anos atingiu marcas impressionantes: 17,9 pontos por jogo, 8,1 rebotes por jogo e 1,8 assistências por jogo, além de 37,9% na linha de 3, algo que nunca havia sido sua especialidade.

Com estes números impressionantes, a possibilidade de disputar sua última olimpíada em 2020 cresceu consideravelmente, mas para isso ele precisará estar em um clube e duas possibilidades são as que mais ganharam força nos últimos dias, segundo disse o representante do jogador Claudio Villanueva em entrevista a um programa de rádio argentino chamado “Reloj de 24”: Real Madrid e Boca Juniors.

O representante de Scola disse que recebeu contato da equipe merengue, mas que até pelo fato do time de Madrid estar em meio a disputa da Supercopa da Espanha de Basquete, as conversas não tiveram grande avanço. Pesaria a favor do camisa 4 argentino a possibilidade de atuar com outros três companheiros de seleção lá: Facundo Campazzo, Nicolás Laprovittola e Gabriel Deck. Outro fator importante é que ele possui o passaporte comunitário e já jogou por sete temporadas na Espanha, atuando pelo Saski Baskonia, antes de ir para a NBA.

Ainda que menos provável, existe a chance de Luís jogar também pelo Boca Juniors. Há interesse do ala-pivô em poder jogar novamente na Argentina, onde ele atuou por apenas três temporadas. Porém a crise argentina pode atrapalhar os planos de Scola de atuar em sua terra natal, mas nenhuma hipótese está descartada, porque segundo o representante do jogador “a palavra final sobre isso será do próprio Luís”.

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