7 fatos que fazem de Paulo Nunes um dos craques do futebol raiz

Ídolo de Palmeiras e Grêmio, Paulo Nunes é uma das figuras que melhor representa o que foi o futebol brasileiro na década de 1990

Danielle Barbosa
Colaboradora do Torcedores.com.

Crédito: Paulo Nunes comemora gol pelo Palmeiras (Reprodução/Youtube)

O ex-atacante Paulo Nunes completa 48 anos nesta quarta-feira (30), e para celebrar o aniversário de um dos principais jogadores do futebol brasileiro na década de 1990, e que acumula passagens vitoriosas por Flamengo, Grêmio e Palmeiras, além de muitas polêmicas dentro e fora das quatro linhas, nós fizemos uma lista que tem tudo a ver com o “Diabo Loiro”.

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Paulo Nunes, que não recebeu o apelido de “diabo” a toa, sempre foi um artilheiro irreverente e que gostava de uma boa confusão e provocação. Por isso, nós listamos sete fatos que fazem de Paulo Nunes um dos craques do futebol raiz.

SAÍDA POLÊMICA DO FLAMENGO:

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Paulo Nunes fazia sucesso e muitos gols com a camisa do Flamengo no início dos anos 90, mas acabou saindo do clube pela porta dos fundos, isso por causa da vida extra-campo. Em entrevista ao UOL Esporte, o ex-atacante relembrou a passagem pelo rubro-negro.

Eu era menino. Aí saí muito na noite. Não tinha horário, concentração, nada. E conheci o Gaúcho [atacante do Fla na época], que conhecia todas as mulheres do Rio. Sempre tinha umas a mais. E eram as famosas. Então, perdi um pouco o foco. Um pouco não: muito. Entrei na manguaça mesmo. Saindo à noite, indo às festas. Realmente fiz loucuras naquele Rio de Janeiro”.

PROVOCAÇÃO NO GRENAL:

Em 1996, Paulo Nunes ainda vestia a camisa do Grêmio quando marcou um golaço de bicicleta no clássico contra o rival Internacional, em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro. Na comemoração, o atacante imitou um saci, ironizando justamente o mascote do time colorado.

Quem chega e quem sai dos clubes?

 

BRONZEAMENTO ARTIFICIAL:

Em entrevista ao UOL Esporte, Paulo Nunes contou um fato um tanto quanto inusitado sobre seu retorno ao Grêmio, nos anos 2000. O ex-atacante revelou que passava a maior parte do tempo fazendo bronzeamento artificial. “Cismei que tinha que ficar moreno. E do moreno estava ficando negão. Uma coisa absurda. Quando entrava no carro, o Amarildo, que trabalhava pra mim, falava: ‘Chefe, você vai fazer bronzeamento de novo?’. Eu respondia: ’15 minutos só’. Acho que foi uma terapia para esquecer os problemas.”

BRIGA NA FINAL DO PAULISTÃO:

Após o título da Libertadores de 1999, o Palmeiras disputou a final do Campeonato Paulista contra o rival Corinthians, mas não conseguiu ficar com o título. Nos minutos finais, Edílson ‘Capetinha’, que atuava na equipe do Parque São Jorge, resolveu mostrar toda sua habilidade com uma série de embaixadinhas. Paulo Nunes não gostou e partiu para cima do adversário.

“FICA COM O PAULISTINHA”

Depois da final do Paulistão, ainda dentro de campo, Paulo Nunes não perdeu a oportunidade de provocar.

AS COMEMORAÇÕES:

Com a camisa do Palmeiras, Paulo Nunes deu início a uma série de comemorações icônicas e que entraram na história do clube e ficaram gravadas na memória dos torcedores. Máscaras de porco, gueixa, Tiazinha, Feiticeira e Mr. M. Relembre algumas:

VESTIR A CAMISA DE UM RIVAL:

Em 2001, já na reta final da carreira, Paulo Nunes vestiu a camisa do Corinthians, maior rival do Palmeiras, mas marcou apenas quatro gols em 25 jogos. Em entrevista ao programa “No Ar”, do Esporte Interativo, admitiu ter sido o maior erro da carreira.

Vou ter que ser honesto. Foi o maior erro da minha vida, não pela questão de jogar no Corinthians, mas porque não devia. Era a mesma coisa de eu ir no Internacional. Me arrependi totalmente. Me arrependi tanto que com seis meses, eu cheguei no presidente e disse: ‘eu não quero nada’. Ele não acreditou. Vocês não são obrigados a dar R$ 1 sequer. Vanderlei Luxemburgo não queria me deixar sair, mas falei que não podia ficar. Não me senti bem em trabalhar num lugar onde você é xingado 24 horas. O problemas foram ameaças à minha família. Mandavam mensagens dizendo onde morava. Aí não suportei”, contou.