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“Alex Câmera 10”: saiba mais do documentário sobre o final da carreira do ex-jogador

O longa conta os dois últimos anos da carreira de Alex, quando saiu do Fenerbahçe e decidiu voltar ao Curitiba.

Daniel Borges
Colaborador do Torcedores

Crédito: (Fonte: Documentário "Alex Câmera 10")

“Valorizem isso daqui”, diz Alex ao beijar a bola na pré-seleção de sua última partida oficial, no jogo contra o Bahia válido pela 38º rodada do Brasileirão de 2014. É com esta frase que o documentário “Alex Câmara 10” se baseia ao poucos mais de 90 minutos. Ídolo do Coritiba, Palmeiras, Cruzeiro e Fenerbahçe (Turquia), e autor de mais de 400 gols na carreira, o longa é um deleite para quem gosta de futebol.

O filme começa com a volta do camisa 10 ao Curitiba, clube o qual o revelou no final dos anos 90. Em ordem cronólogica, o longa de Adriano Rattmann e Cauê Serur conta alguns fato marcantes até a despedida do craque dos gramados em 2014. Há todos os gols e assistências de Alex nesta época, além de entrevistas com ex-jogadores e jornalistas. Até o projeto Bom Senso, que Alex ajudou a fundar, aparece de forma breve no filme.

O curioso é ver como surgiu a ideia do documentário. Segundo um dos diretores, Adriano Rattmann, a filmagem de lances do ex-jogador, quando voltou ao Brasil, era para mostrar ao povo turco, do qual Alex é ídolo no Fenerbahçe “A princípio a ideia era ter um canal do Youtube com os lances de jogos do Alex para mostrar aos torcedores do time da Turquia. Até o jogo contra o Santos (8º rodada do Brasileirão 2013) ainda tinha o canal, depois a brincadeira começou a ficar cara, porque tinha viagem, tinha que rodar o Brasil”. Então, ele e Serur começaram o roteiro do que seria o futuro filme.

O documentário esta repleto de lances e gols de Alex, porém é longe das quatros linhas que o longa se destaca. Em momentos de entrevistas e histórias dos torcedores turcos é que o filme emociona. Como o tatuador que já fez mais de 100 tatuagens do rosto do Alex em clientes. Uma virada no filme é quando mostra o ex-jogador em visita à Turquia. Ao chegar no aeroporto, uma multidão está o esperando.  Ele desce do avião e os torcedores invadem o local. É de arrepiar. A montagem alcança o ápice ao mesclar o som ambiente do aeroporto com uma música árabe. Ao ver todo documentário, a impressão que passa é de querer conhecer mais o Alex que foi ídolo na Turquia.

Ao final do documentário, os diretores saem um pouco do padrão documentário jornalistísco, com entrevistas e imagens de arquivo, e exploram um pouco a criatividade. Com Alex cercado de bolas de futebol, é narrado um texto sobre o esporte. O filme vai chegar às telas das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte e Brasília no dia 24 de novembro.

Relação do diretor e o ex-jogador

Ao longo dos últimos 5 anos, os diretores Adriano Rattmann e Cauê Serur focaram neste projeto. Com 3 anos de gravações e produção do longa, Rattmann conta como surgiu a relação com o craque coxa-branco. “A carreira profissional do Alex acontece na mesma época da minha carreira no jornalismo esportivo, com origem no mesmo lugar, que é em Curitiba. Nós dois somos torcedores do Coritiba. Dentro das nossas carreiras, a gente foi se encontrando, como na Copa América”, afirma o diretor.

De produção e finalização foram 5 anos. A distribuição era muito caro, e entramos com o edital. Ao ver todo processo, da ideia à finalização, Rattmann elege o momento que não poderia ficar de fora. Para ele, as imagens de Alex com seus filhos na última partida, é o que mais o comove. “Tem coisa que se não fizéssemos seria perdida no tempo, como a despedida e seus filhos no túnel”.