Arsenal gera debate após astro disputar partida com equipe sub-23

Héctor Bellerín precisou passar pela equipe sub-23 do clube antes de retornar aos trabalhos pela equipe principal

Brendo Romano
Colaborador do Torcedores

Crédito: Reprodução/Instagram/Arsenal

A equipe sub-23 do Arsenal enfrentou o Liverpool no Meadow Park, em Borehamwood, para um público de 358 torcedores. Mas um jogador em especial chamou a atenção Héctor Bellerín. O atleta atuou por 90 minutos, no empate em 2 x 2.

A presença de um jogador de nível internacional influencia no desenvolvimento dos demais atletas da base dos Gunners. O técnico Unai Emery tem optado por esta estratégia com os atletas que estão voltando de lesão, foi assim com Bellerín; Rob Holding e Konstantinos Mavropanos.

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O fato chamou a atenção dos torcedores e gerou uma discussão, a disparidade entre o valor dado a cada jogador. Na Premier League 2 e no EFL Trophy, as estrelas e milionários jogadores se misturam com os atletas que aspiram subir para o profissional de seus clubes.

Caso parecido em outro clube

Recentemente o jogador Callum Hudson-Odoi disputou uma partida pela equipe sub-23 do Chelsea. Chamou a atenção os valores do seu contrato, avaliado em 180 mil euros. Seus colegas na equipe recebem cerca de um milésimo do que ganha.

Além do jovem atleta, Michy Batshuay também disputou jogos pela equipe sub- 23 dos Blues. O atleta disputou a Copa do mundo ano passado pela Bélgica e anotou gols na competição, mostrou a discrepância entre os salários.

Na Professional Development  League – segundo escalão do futebol na academia, que conta com Watford, Burnley, Crystal Palace e Sheffield United, alguns dos jogadores profissionais chegam a receber 100 vezes mais que os jovens companheiros. Os profissionais de clube categoria 2 recebem nos primeiros anos 300 euros por semana; já os astros das equipes mais de 30 mil euros por semana.

Mas jogar com atletas dessa magnitude muitas vezes pode ser complicado, como afirma o chefe de sub-23 de um dos clubes. “Há alguns jogadores que você preferiria ficar sem”, disse, e alertou: “Um ou dois sempre colocam uma mudança, e você quer isso, mas a maioria deles não quer estar lá – e jogar assim. Eles não dão exatamente um bom exemplo para as crianças.”

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