Diniz detona formação de base, diz que clubes “deformam personalidade” dos jovens e dispara: “jamais deixaria meu filho ir aos 13”

Técnico do São Paulo fez paralelo entre relação social do país com o momento do futebol brasileiro

Matheus Camargo
Colaborador do Torcedores

Crédito: Reprodução/Desimpedidos

O técnico Fernando Diniz se aprofundou na questão da formação de jogadores no Brasil para tentar explicar a disparidade entre o futebol atual apresentado por aqui em relação à Europa.

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Em entrevista ao programa Bolívia Talk Show, do canal Desimpedidos, o novo treinador do São Paulo citou problemas graves nas divisões de base, como a visão do jovem como apenas um produto para o clube, para mostrar seu ponto de vista.

“O erro que a gente cometeu foi beber da fonte do europeu achando que ia resolver o problema do brasileiro. Tem que ser uma coisa mais pensada. Como aproveitar melhor a característica dos nossos jogadores e do nosso povo?”, iniciou o pensamento o treinador.

“O jogador, em sua maioria, vem de classe social mais baixa e de lares desestruturados, sem pai, sem mãe, às vezes sem nenhum dos dois. Muitos deles saem de casa com 13 anos. Em vez de formar pessoas, (o clube) forma apenas o jogador, o produto. Deforma a personalidade. Jamais deixaria meu filho com 13 anos morar fora do estado para transferir a educação dele para um clube de futebol. Primeiro como pai, segundo porque o clube não está interessado no meu filho, mas sim em um produto.”

Contratado pelo São Paulo para a vaga que era de Cuca, que pediu demissão após derrota para o Goiás, Diniz estreou com empate por 0 a 0 com o Flamengo, no Maracanã, no último dia 28 de setembro.

Além de São Paulo e Fluminense, Diniz acumula ainda passagens por Athletico Paranaense, Audax, Oeste, Paraná Clube, Botafogo-SP, Paulista e Votoraty.

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