Empresa ligada a Ronaldinho é investigada por indícios de pirâmide financeira

Defesa de Ronaldinho alega que o jogador já não faz mais parte da empresa

Joao Vitor Rocha
Colaborador do Torcedores

Crédito: Divulgação

Ronaldinho Gaúcho, craque que marcou época na seleção brasileira e no Barcelona, foi garoto propaganda durante anos da 18kRonaldinho, empresa que está sendo investigada pelo Ministério Público Federal (MPF) por indícios de praticar pirâmide financeira. A informação é do UOL Esporte.

A 18kRonaldinho promete a seus clientes que investirem pelo menos 30 dólares um rendimento diário de 2% de Bitcoins, mais bônus por indicações. Os pacotes podem chegar até 12 mil dólares.

“Ganhe US$ 336 com apenas três indicações!”, informa o documento de apresentação a outros potenciais clientes.

A pirâmide financeira é proibida no Brasil pela Lei 1.521/51 e configura crime contra a economia popular. O sistema se baseia em dar lucro aos investidores através da associação de novas pessoas. Ao passo que o ritmo de associação diminui, não é possível cumprir as promessas de retorno rápido e fácil e a pirâmide entra em colapso.

Em contato com a reportagem do UOL Esporte, Sérgio Queiroz, advogado de Ronaldinho, afirmou que o jogador rompeu com a empresa e que nunca autorizou ter seu nome envolvido em associação a Bitcoins.

“O Ronaldo fechou um contrato de publicidade para vender relógios em 2016. Depois foi feito outro contrato quando a empresa quis entrar no marketing multinível, para vender outros produtos além de relógio. O Ronaldo nunca deu autorização para negócio com Bitcoin. Assim que soubemos disso, rescindimos o contrato, e agora eles não têm mais nenhuma autorização para usar a imagem do Ronaldo”, afirmou ao UOL Esporte.