“Renato Gaúcho pode se preparar para ouvir muito se for eliminado”, afirma ex-comandado de Jorge Jesus

Ídolo do Benfica, o zagueiro Luisão foi comandado pelo atual treinador do Flamengo e destacou a personalidade do português

Rafael Brayan
Apaixonado pelo estudo do esporte mais praticado no mundo.

Crédito: Alexandre Vital/Flamengo

A semifinal da Libertadores entre Grêmio e Flamengo vem chamando muita atenção com frases polêmicas entre os treinadores. Entre falas mais provocativas de Renato Gaúcho, Jorge Jesus também se envolveu com a confusão, mas ficou mais focado no duelo dentro de campo.

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Ex-comandado do treinador português na época do Benfica, Luisão falou sobre a personalidade mais quieta de Jorge Jesus mesmo com a provocação do adversário, mas, em entrevista ao Goal, avisou: “O Renato pode se preparar porque vai ouvir muito”

“Não quis dar munição para que a imprensa crie polêmicas. Ele sabe que está chegando numa fase do ano que é crucial, o Flamengo está perto de uma final [de Libertadores]. É crucial o Flamengo continuar com os resultados positivos. Talvez, se viesse a responder algo, pudesse perder um pouco o foco daquilo que é a responsabilidade dele no dia a dia hoje. Acho, aliás, que ele tem agido muito bem, muito bem mesmo. O foco agora é o resultado, não é o extracampo”, comentou Luisão.

Comandado por seis temporadas por Jorge Jesus no Benfica, o ex-zagueiro, que tem passagens pela seleção brasileira, também comentou sobre o começo de trabalho do treinador no Flamengo.

“Ele já conseguiu implementar a responsabilidade que o jogador precisa ter para compreender o jogo. Fez isso aqui no Benfica, e está fazendo isso no Flamengo. Assim que Jorge Jesus chegou aqui, me chamou e disse: “Luisão, se eu estivesse em outro time, não te contratava”. Eu olhei para ele e pensei: o que esse cara está falando? Então ele completou: “Agora você vai jogar assim, assim e assim, agora você vai entender o jogo”. Eu já era um jogador experiente [29 anos], estava na seleção brasileira, então julgava que já entendia o jogo. Depois dessa conversa, fui para casa e, ao refletir, resolvi acreditar na palavra dele. E a realidade foi exatamente essa, ele me fez entender cada vez mais o jogo. Eu, ao acompanhar alguns jogos do Flamengo, notei os jogadores dentro de campo tomando decisões porque já começam a entender mais o jogo. Não é simplesmente jogar bolar, é jogar futebol”

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